- SBI Holdings prepara ETF duplo de Bitcoin e XRP na Bolsa de Tóquio
- Pedido protocolado em 2025 estaria em fase final na FSA, regulador japonês
- XRP testa US$ 1,17 e tem US$ 1,20 como gatilho técnico de rompimento
O XRP voltou a chamar atenção do mercado nesta semana com um catalisador que não vem do varejo, mas do balcão institucional japonês. A SBI Holdings, gigante financeira de Tóquio, avança com o pedido do primeiro ETF duplo de Bitcoin e XRP a ser listado na Bolsa de Tóquio, segundo informações apuradas por veículos do setor. O movimento ajudou o ativo a se firmar em US$ 1,14 (R$ 5,82), após tocar mínima intradiária em US$ 1,10.
Os responsáveis pelo produto o protocolaram em 2025, e analistas apontam estágio avançado de análise junto à Financial Services Agency (FSA), regulador financeiro japonês. Não há data confirmada para a decisão. A SBI também aguarda aval para um segundo veículo, que combina ouro e criptoativos, conforme detalhado no site oficial do grupo.
Japão corre na frente com adoção corporativa
O ângulo japonês para o XRP não nasceu agora. Em maio, a Rakuten integrou o token ao seu sistema de pagamentos, gatilho que empurrou a cotação acima de US$ 1,40 naquele momento. A leitura entre analistas é que a infraestrutura corporativa do Japão para XRP já corre na frente do calendário regulatório do ETF algo raro no histórico de aprovações asiáticas, que costumam vir antes da adoção empresarial.
Para o investidor brasileiro, o paralelo importa, o Japão concentra parte relevante do volume global de XRP desde 2017, quando a Ripple firmou parceria com a SBI para remessas internacionais. Um ETF spot abriria, na prática, um canal de captação institucional inédito diferente do modelo americano, em que o XRP só ganhou tração após decisões judiciais contra a SEC. Aqui no mercado local, a CVM ainda trata cripto-ETFs caso a caso, com B3 listando produtos da Hashdex e QR Capital, mas sem nenhum veículo dedicado exclusivamente ao XRP até o momento.
XRP testa US$ 1,17 e mira rompimento em US$ 1,20
No gráfico de 4 horas, o XRP encosta na resistência imediata de US$ 1,17. Operadores apontam US$ 1,20 como o gatilho decisivo de rompimento. O suporte de curto prazo está fixado em US$ 1,05, nível que segurou o repique recente e delimita a faixa em que o ativo opera. Enquanto esse piso resistir, o viés segue modestamente comprador.
O volume acompanhou as manchetes sobre o ETF, padrão que costuma indicar posicionamento institucional em vez de rotação especulativa. Setup técnico mostra reteste altista: rejeição em US$ 1,18 e retorno rápido elevam chance de rompimento, segundo analistas. A queda recente até US$ 1,10, vale lembrar, foi atribuída a liquidações, não a venda direta de baleias.
Baleias mantêm token fora de exchanges
Dados on-chain reforçam a tese institucional. Endereços de grande porte vêm retirando saldo de corretoras, somente em nove dias de junho, 465 milhões de XRP saíram da Binance, movimento típico de quem prepara posição de médio prazo. A mesma leitura é compartilhada por traders que enxergam um padrão de três ondas com alvo em US$ 3,11, partindo justamente do fundo em US$ 1,05.
A pergunta que o mercado faz é objetiva, o aval da FSA já está parcialmente embutido no preço, ou a aprovação efetiva destravaria uma segunda perna de alta mais forte? Histórico recente sugere o segundo cenário. SEC aprovou ETFs spot de Bitcoin em janeiro de 2024; ativo subiu menos de 5% e depois 60%. O efeito de fluxo passivo, em geral, demora a aparecer no book.
SBI também pediu veículo com ouro e cripto
O conglomerado de Yoshitaka Kitao não está apostando em um único produto. Além do ETF duplo Bitcoin XRP, a SBI submeteu à FSA um segundo veículo combinando ouro e ativos digitais. Se aprovados, Japão seria primeiro G7 com ETF spot de XRP, à frente de EUA e União Europeia.
