- Strategy detém 761.068 BTC, avaliados em cerca de US$ 57 bilhões.
- A BlackRock, via IBIT, possui 782.179 BTC, com vantagem de apenas 21.111 BTC.
- A emissão de STRC, com rendimento de 11,5%, tem financiado novas compras de Bitcoin em 2026.
Strategy, liderada por Michael Saylor, acelerou as compras de Bitcoin em 2026 e reduziu a distância para o ETF da BlackRock, com 761.068 BTC contra 782.179 BTC, diferença de 21.111 moedas.
Além disso, a emissão de ações preferenciais STRC fortaleceu a captação e ampliou o poder de compra da companhia.
STRC amplia a capacidade de financiamento
A Strategy usa o STRC para financiar novas aquisições, trata-se de uma ação preferencial com pagamento de dividendos e prioridade sobre as ações ordinárias em caso de problemas financeiros.
Além disso, oferece rendimento variável. Atualmente, o papel paga 11,5% ao ano. Segundo André Dragosch, chefe de pesquisa da Bitwise Europe:
“As emissões de STRC aumentaram consideravelmente em 2026, o que está permitindo que a Strategy continue levantando capital para compras de BTC em um ambiente de mercado bastante desfavorável.”
Portanto, mesmo em cenário de maior volatilidade, a empresa manteve o fluxo de capital. Só na última semana, a emissão de STRC ajudou a financiar novas compras de Bitcoin. Além disso, parte das aquisições recentes contou com esse mecanismo.
A Strategy já gastou mais de US$ 7 bilhões em Bitcoin nos primeiros meses de 2026. Esse valor está entre os maiores da história da companhia.
Em contraste, durante o mercado de baixa de 2022, os investimentos foram bem menores. Isso evidencia a mudança de escala.
Disputa com a BlackRock e impacto no mercado
A BlackRock, via IBIT, também ampliou suas posições, no entanto, o modelo é diferente, o fundo depende de fluxos de investidores, portanto, as compras acompanham a demanda do mercado. Já a Strategy realiza aquisições concentradas, financiadas por emissões de dívida e ações.
Além disso, analistas destacam que as compras corporativas superaram os fluxos de produtos negociados em bolsa. Segundo Dragosch, a Strategy opera “em seu próprio campo”, sustentada principalmente pelas emissões próprias.
O cenário macroeconômico segue como fator decisivo, se a volatilidade continuar elevada, a empresa pode manter o ritmo. Entretanto, a estratégia depende do acesso contínuo ao mercado de capitais, caso haja restrição, o avanço pode desacelerar.
Hoje, a diferença entre Strategy e BlackRock é pequena: 21.111 BTC. Por isso, analistas veem possibilidade real de ultrapassagem. Além disso, o movimento reforça a disputa entre empresas de tesouraria e grandes gestores institucionais.
Mesmo com diluição de acionistas e maior risco de mercado, Saylor mantém postura agressiva. Ele aposta na valorização de longo prazo do Bitcoin e na liquidez global.
Assim, o STRC fortaleceu a estratégia de acumulação e aproximou a empresa da liderança da BlackRock.
O desfecho dependerá do fluxo de capital e do cenário macro nos próximos meses. Se os mercados continuarem favoráveis, a liderança pode mudar de mãos.

