- Ações ligadas a cripto caem entre 5% e 10% nesta sexta-feira.
- Cerca de US$ 17 trilhões já foram apagados de mercados globais.
- Bitcoin recua e volta abaixo de US$ 66 mil.
O mercado entrou em modo defensivo. Nesta sexta-feira, ações de empresas cripto acompanharam a queda das bolsas dos EUA.
O movimento ocorre em meio à escalada do conflito no Irã e ao aperto das condições macroeconômicas.
Venda generalizada atinge cripto, tecnologia e commodities
A pressão foi ampla, papéis da Coinbase, Robinhood e Galaxy Digital caíram forte. Além disso, mineradoras como Riot Platforms e CleanSpark recuaram até 8%.
Empresas expostas ao Bitcoin também sofreram, a MicroStrategy perdeu cerca de 6%. Por isso, o setor inteiro seguiu o mesmo padrão de queda.
O movimento não ficou restrito ao setor cripto, gigantes como Nvidia, Google e Microsoft também acumulam perdas relevantes. Assim, o índice Nasdaq 100 entrou oficialmente em correção, com queda superior a 10%.
Desde os picos recentes, o cenário piorou, o Bitcoin já caiu cerca de 45%, a prata recuou no mesmo nível. Enquanto isso, o ouro acumula queda de 20%.
Guerra, juros e inflação aumentam aversão ao risco
O pano de fundo preocupa, o conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo, como resultado, crescem os riscos inflacionários.
Autoridades do banco central reforçam o alerta, segundo Tom Barkin, do Fed de Richmond, custos mais altos de energia podem reduzir o consumo. Já Anna Paulson afirmou que a guerra cria “novos riscos tanto para a inflação quanto para o crescimento”.
Além disso, o mercado começou a rever expectativas, antes, investidores apostavam em cortes de juros, agora, consideram até novas altas. Portanto, ativos de risco sofrem mais pressão.
O padrão semanal também se repete, os mercados sobem na segunda-feira. Entretanto, perdem força ao longo da semana, na sexta, o movimento de “risk-off” domina, com investidores reduzindo exposição antes do fim de semana.
Perspectiva: volatilidade deve continuar
O cenário segue frágil, juros altos, inflação persistente e tensões geopolíticas criam um ambiente desafiador. Por isso, ativos como criptomoedas e ações de tecnologia tendem a oscilar mais.
No curto prazo, a tendência depende de dois fatores, primeiro, a evolução do conflito no Irã. Segundo, a postura do Federal Reserve, até lá, a volatilidade deve permanecer elevada.

