- Indicador DeMark Sequential dispara sinal de compra mensal para xrp
- Baleias acumularam 380 milhões de tokens na última semana
- Resistência em US$ 1,06 concentra 3 bilhões de XRP negociados
Depois de meses travado abaixo dos picos de 2025, o xrp voltou a chamar atenção de analistas técnicos. Um indicador clássico usado para identificar fundos disparou sinal de compra no gráfico mensal do ativo, coincidindo com forte acumulação por parte de grandes carteiras.
O analista Ali Martinez fez o alerta e apontou o Tom DeMark Sequential como gatilho da tese altista. O ativo é negociado próximo de US$ 1,03, com queda de 1% em 24 horas e retração acumulada de cerca de 44% no ano.
Indicador DeMark antecipou altas de 973% e 1.074%
O Tom DeMark Sequential é um oscilador que tenta pegar exaustão de tendência. Nos últimos seis anos, ele acertou momentos-chave do gráfico do XRP em pelo menos três ocasiões destacadas por Martinez em publicação no X.
Em abril de 2020, o sinal de compra antecedeu uma valorização de 1.074%. Em agosto de 2022, outro gatilho foi seguido por alta de 973%. Já em abril de 2025, o mesmo modelo emitiu um sinal de venda que precedeu queda de 57%, dando à leitura atual peso simétrico entre acerto de topo e fundo.
A ressalva técnica é conhecida entre traders, o DeMark funciona melhor quando confirmado por fechamento mensal, e o mês de agosto ainda está longe do encerramento. Sinais em timeframes altos costumam demandar semanas de validação antes de virar tese de posição.
Baleias acumulam 380 milhões de tokens em uma semana
O lado on-chain reforça o quadro técnico. Dados da Santiment mostram que endereços classificados como grandes detentores adicionaram mais de 380 milhões de XRP às suas carteiras nos últimos sete dias.
O comportamento contrasta com o clima geral do varejo, que continua vendedor após meses de lateralização. Movimentos parecidos já foram documentados em torno da marca de US$ 1, sugerindo que grandes carteiras estão defendendo esse patamar psicológico com liquidez concentrada.
Vale lembrar que o token opera hoje com supply significativamente maior do que na alta de 2021, o que exige demanda proporcionalmente maior para replicar movimentos percentuais do passado. É esse ponto que ficou exposto na correção recente, quando o ativo perdeu 73% da máxima histórica.
3 bilhões de XRP trocam de mãos em US$ 1,06
O grande obstáculo agora é o próprio calendário e a estrutura de oferta. Segundo dados da Glassnode citados pelo analista, aproximadamente 3 bilhões de XRP foram transacionados na faixa dos US$ 1,06 o que transforma essa região em uma parede de oferta.
Traduzindo: milhões de moedas mudaram de mãos naquele preço, e uma parcela desses compradores tende a vender no zero a zero, criando pressão contínua no rompimento. Um fechamento mensal acima desse nível seria interpretado como sinal técnico relevante.
Se o ativo destravar o patamar, Martinez cita US$ 1,35 como próximo alvo e US$ 1,64 como projeção secundária o que representaria ganhos de 31% a 59% em relação ao preço atual.
Contexto brasileiro e fluxo de ETF pesam no radar
Para o investidor brasileiro, a leitura tem camadas adicionais. Com o dólar cotado a R$ 5,0998, o XRP negocia perto de R$ 5,25 nas exchanges locais, patamar que exchanges como Mercado Bitcoin e Foxbit vinham usando como zona de compra recorrente entre pequenos investidores.
O fluxo institucional, no entanto, não acompanha totalmente o otimismo dos analistas técnicos. O primeiro ETF spot de XRP nos EUA registrou saque líquido em agosto, quebrando quase um mês de captação positiva.
Enquanto o rompimento de US$ 1,06 não se confirmar em fechamento mensal, o cenário permanece de acumulação lateral. Traders atentos ao livro de ofertas devem observar volume e derivativos para separar acumulação genuína de armadilhas de liquidez em torno da resistência.



