Na contramão do crescimento do mercado criptográfico pelo mundo, alguns bancos de Portugal suspenderam o atendimento a empresas de criptoativos.
Um passo atrás
Cinco bancos privados de Portugal deixaram de prestar serviços a empresas de criptoativos.
O Banco Comercial Português e o Banco Santander encabeçaram a lista por serem um dos maiores do país.
Outros três pequenos bancos suspenderam os serviços locais em regiões específicas.
Grandes empresas como a CriptoLoja e a Mind the Coin perderam suas contas nos Bancos.
Acredita-se que a motivação seja a lavagem de dinheiro e a saída de fundos do país com a crise econômica global.
As instituições financeiras não se pronunciaram sobre o assunto.
O Banco Comercial Português disse apenas que esta é uma medida padrão quando o banco detecta transações financeiras suspeitas.
O diretor de produtos da empresa Luso Digital Assets, Ricardo Filipe, disse que as contas foram fechadas por ordem de entidades regulatórias, e não diretamente por ação do banco.
O CEO da CriptoLoja, Pedro Borges, disse que os bloqueios atrapalharão as operações das empresas que terão que utilizar contas bancárias de outros países.
A União Europeia tem sido amigável aos mercado criptográfico e vem discutindo e implementando Leis e normativas para a regulamentação dos criptoativos.
Em Portugal a Assembleia da República rejeitou duas propostas das autoridades fiscais para adotarem alterações à legislação no sentido de recolher impostos de investidores que lucram com ativos digitais.
Estes encerramentos de contas por parte dos bancos privados pode estar associado a uma articulação do Banco Central do país para mudanças nas Leis.

