- Em 2023, o banqueiro estoniano Rain Lõhmus perdeu acesso a 250 mil ETH de uma presale.
- Hoje, a carteira vale mais de US$ 1,2 bilhão, quase três vezes mais que em 2023.
- Apenas pequenas transferências ocorreram; a maior parte do ETH segue intacta.
O banqueiro estoniano Rain Lõhmus revelou em 2023 que havia perdido acesso a uma carteira de Ethereum adquirida na presale de 2014. Com o preço do ETH em alta, o saldo hoje vale mais de US$ 1,2 bilhão, permanecendo praticamente inalterado. Além disso, o caso chama atenção para a importância de uma autocustódia bem planejada em criptomoedas e serve de alerta não apenas para grandes investidores, mas também para qualquer usuário que gerencie seus próprios ativos digitais, reforçando a necessidade de práticas seguras e responsáveis.
Perda histórica e contexto do Ethereum
Em entrevista à rádio pública da Estônia, Lõhmus afirmou:
“Tenho uma carteira com 250 mil unidades de Ethereum; qualquer um pode calcular o valor.”
Na época, ele considerou buscar ajuda confiável para tentar recuperar os fundos. Posteriormente, a carteira foi identificada pelo diretor de produtos da Coinbase, Conor Groga.
De acordo com dados da Arkham Intelligence, apenas pequenas transferências foram registradas, sem saques relevantes. Em 2023, o Ethereum valia cerca de US$ 1.600, quase três vezes menos que hoje, quando a criptomoeda se encontra por volta dos US$ 4.700. Portanto, o crescimento do preço transformou uma carteira esquecida de um early adopter em uma fortuna bilionária.

Além disso, casos de perda de senhas ou chaves privadas são bastante comuns. Muitos investidores esquecem combinações ou acabam descartando drives por engano. A recuperação de carteiras esquecidas é extremamente difícil e, muitas vezes, impossível. Isso ilustra claramente os desafios da autocustódia em um sistema totalmente descentralizado: a segurança depende exclusivamente do usuário.
Impactos e lições para investidores
Casos como este influenciam debates sobre soluções de custódia e seguros para criptomoedas. Por fim, a carteira perdida de Lõhmus permanece uma das maiores “fortunas invisíveis” do mercado, lembrando que, no mundo cripto, a perda de acesso pode gerar impactos financeiros bilionários, principalmente para investidores que adquiriram grandes quantidades em fases iniciais do Ethereum.

