- A Base enfrentou críticas da comunidade de criptomoedas depois que o token “Base is for everyone” caiu 95% após um rápido aumento de valor
- O colapso inicial provocou uma reação negativa dos usuários de criptomoedas no X, alguns dos quais rotularam o token como “rugpull”
- Diante das críticas, a Coinbase se distanciou formalmente da iniciativa
A rede Base, operada pela Coinbase, enfrentou forte repercussão negativa após divulgar uma postagem que levou à criação de um memecoin associado à marca. A publicação aconteceu em 16 de abril na plataforma Zora, que transforma postagens em tokens negociáveis. A iniciativa resultou em um token chamado “Base is for everyone”, que alcançou rapidamente US$ 17,1 milhões em valor de mercado, mas caiu quase 90% em apenas 20 minutos.
Coinbase nega envolvimento direto com a criação ou venda do token
Diante das críticas, a Coinbase se distanciou formalmente da iniciativa. Em nota oficial, a empresa afirmou que a Base não lançou nem vendeu qualquer token oficial. A postagem feita na Zora foi automaticamente transformada em um ativo negociável pela própria plataforma, portanto sem envolvimento ativo da Base na monetização.
https://twitter.com/base/status/1912585069811863765
O token tinha uma oferta total de 1 bilhão de unidades, dos quais 10 milhões foram atribuídos à Base. A rede prometeu não vender esse montante e indicou que qualquer receita teria seu uso para financiar subsídios a desenvolvedores. Apesar das garantias, muitos usuários expressaram descontentamento nas redes sociais, chamando a ação de oportunista e prejudicial à imagem do projeto.
Nova tentativa também fracassa e especialistas apontam falha estratégica
Após o colapso inicial, a Base tentou lançar outro token vinculado à sua participação em um evento em Nova York. A segunda tentativa, chamada “Base @ FarCon 2025”, também teve desempenho fraco. O token atingiu um pico de US$ 987 mil e recuou rapidamente para cerca de US$ 230 mil, segundo a DEX Screener.
https://twitter.com/BitcoinPierre/status/1912657045423288439
Críticos como Pierre Rochard e Abhishek Pawa apontaram que a Base tentou redefinir memecoins como “contentcoins”, mas falhou na execução e na gestão de expectativas. Jesse Pollack, criador da Base, defendeu inclusive o modelo como parte de uma estratégia para transformar conteúdo digital em ativos economicamente relevantes.

