- Bitcoin atingiu 20 milhões de moedas mineradas. Resta 1 milhão até o limite.
- Cerca de 450 BTC são minerados por dia. A emissão cai a cada 4 anos.
- O último BTC deve surgir em 2140. Mineradores viverão de taxas.
O marco de 20 milhões de Bitcoins minerados marca um novo capítulo na história do Bitcoin. Agora, restam apenas 1 milhão de moedas até o limite máximo de 21 milhões.
Esse avanço aproxima o ativo do seu teto de emissão. Além disso, reforça uma das características centrais do protocolo: uma oferta limitada e totalmente previsível, definida desde o início da rede.
Escassez programada reforça narrativa do Bitcoin
Diferentemente das moedas fiduciárias, que bancos centrais podem emitir livremente, o Bitcoin segue uma política monetária fixa e transparente.
Hoje, mineradores colocam cerca de 450 novos BTC em circulação por dia. Entretanto, o protocolo reduz esse número pela metade a cada halving, evento programado que ocorre aproximadamente a cada quatro anos.
Por isso, a emissão diminuirá gradualmente ao longo das próximas décadas. Se o cronograma continuar, a rede produzirá o último Bitcoin por volta de 2140.
Para Raphael Zagury, CEO da Elektron Energy, essa previsibilidade torna o sistema monetário do Bitcoin único.
“O cronograma de emissão é transparente por décadas. As pessoas valorizam regras previsíveis, especialmente quando se trata de dinheiro.”
Além disso, o investidor David Eng acredita que o mercado pode entrar em uma nova fase.
“O mercado está prestes a experimentar algo novo: um ativo global com quase nenhuma nova oferta chegando.”
Impacto no preço ainda é incerto
Apesar da importância simbólica do marco, analistas não esperam impacto imediato no preço do Bitcoin.
Segundo Charles Edwards, fundador da Capriole Investments, o mercado já antecipou esse fator.
“Já está precificado. O mercado conhece a taxa de crescimento da oferta do BTC com certeza.”
Portanto, fatores macroeconômicos continuam dominando o preço no curto prazo. Liquidez global, política monetária e fluxos institucionais ainda influenciam mais o mercado.
No entanto, no longo prazo, a combinação de escassez programada e política monetária previsível pode fortalecer ainda mais a narrativa do Bitcoin como reserva de valor.
Além disso, a gestora Grayscale Investments destaca que esse modelo ganha relevância em um cenário de incertezas monetárias.
“Um sistema monetário digital com oferta transparente, previsível e escassa tem crescente apelo na economia atual.”
O que acontece quando todos os Bitcoins forem minerados?
Investidores também discutem o futuro da rede após 2140, quando a emissão de novos BTC chegará ao fim.
Nesse momento, mineradores deixarão de receber recompensas em novos Bitcoin. Em vez disso, eles ganharão apenas taxas de transação pagas pelos usuários da rede.
Alguns analistas questionam se esse modelo elevará as taxas no longo prazo, outros acreditam que o crescimento do uso da rede sustentará os incentivos econômicos.
No fim das contas, o marco dos 20 milhões de Bitcoin minerados reforça uma proposta central do protocolo: um sistema monetário global com oferta limitada, previsível e resistente à inflação artificial.

