- BTG Pactual Asset Management e China Southern firmam parceria para desenvolver ETFs que conectam os mercados de capitais do Brasil e da China.
- Investidores brasileiros poderão acessar ações chinesas pela B3, enquanto chineses terão exposição ao mercado brasileiro por meio do ETF BZEQ11.
- Parceria prevê estrutura de cross-listing e poderá ampliar o acesso a setores como inteligência artificial, semicondutores, tecnologia e energia.
A BTG Pactual Asset Management e a China Southern Asset Management assinaram um memorando de entendimento (MOU) para desenvolver conjuntamente fundos de índice (ETFs) que proporcionarão acesso recíproco entre os mercados de capitais do Brasil e da China. A iniciativa representa mais um passo na estratégia de expansão internacional da plataforma da BTG Pactual Asset Management e estabelece uma ponte de capital inédita entre as duas economias.
A estrutura proposta contempla um arranjo de cross-listing, no qual cada gestora ofereceria um fundo listado localmente que investe em um ETF gerido por sua contraparte. Na China, o veículo proposto investiria no BZEQ11, o ETF da BTG Pactual Asset Management que replica o índice MSCI Brazil 25/50, oferecendo aos investidores exposição diversificada a ações brasileiras.
No Brasil, os investidores passariam a ter acesso a ações chinesas por meio de um fundo listado na B3 que investe em um ETF gerido pela China Southern Asset Management. A estrutura tem como objetivo ampliar o acesso a investimentos transfronteiriços e expandir o leque de oportunidades de investimento disponíveis em ambos os mercados.
Nova parceria do BTG
Para os investidores brasileiros, a expectativa é de que a parceria amplie o acesso a uma das maiores e mais dinâmicas economias do mundo, proporcionando exposição a setores como manufatura avançada, tecnologia, inteligência artificial, semicondutores e transição energética.
A iniciativa também oferece acesso a um mercado sustentado por um ecossistema de ETFs em rápido crescimento. Em 2024, os fundos passivos de ações na China superaram os fundos de gestão ativa em ativos sob gestão, com o mercado de ETFs do país alcançando aproximadamente RMB 6 trilhões (US$ 850 bilhões), o que evidencia sua escala e sua relevância crescente para investidores globais.
Do lado chinês, a expectativa é de que a iniciativa amplie o acesso a ações brasileiras por meio de um veículo de investimento listado localmente. O ETF proposto a ser listado na Bolsa de Xangai ou na Bolsa de Shenzhen e negociado em renminbi, permitiria que investidores chineses acessassem o mercado brasileiro por meio de sua bolsa doméstica e em moeda local.
A iniciativa também se beneficiará da ampla plataforma de distribuição da China Southern Asset Management, que atende aproximadamente 225 milhões de clientes, favorecendo o acesso de uma base ampla de investidores em todo o mercado chinês.
A China Southern Asset Management é uma das principais gestoras de recursos da China, com aproximadamente US$ 402 bilhões em ativos sob gestão em dezembro de 2025. A gestora opera uma das maiores plataformas de investimento em índices da região, composta por 132 fundos, dos quais 68 são ETFs, e construiu um histórico consistente em gestão passiva.
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Segundo dados da Wind, sua equipe de investimentos passivos registrou o menor tracking error da indústria de gestão de recursos da China entre 2022 e 2024. A gestora também é reconhecida como líder no mercado chinês de ETFs feeder, com estruturas transfronteiriças estabelecidas que oferecem acesso a mercados como Japão, Singapura e Arábia Saudita. A expectativa é de que essa experiência contribua para o desenvolvimento e a implementação das soluções de investimento propostas entre China e Brasil.




