- Trader 0xdd6a mantém US$ 26,5 milhões em posições vendidas alavancadas em 20x em criptomoedas
- Ganhos não realizados somam US$ 586 mil distribuídos em cinco criptomoedas
- Alta de 5% nos preços liquidaria cerca de metade do capital da conta
Um único endereço concentra hoje uma das apostas baixistas mais agressivas do mercado de derivativos descentralizados. O trader identificado como 0xdd6a mantém posições vendidas alavancadas em 20x na Aster DEX, com valor nocional somado de US$ 26,5 milhões espalhado por cinco criptomoedas. Até o momento, o lucro não realizado passa de US$ 586 mil.
O maior volume está em Ethereum: 3.629 ETH, equivalentes a US$ 9,33 milhões, com ganho de US$ 163 mil. Logo atrás aparece Solana, com 73.728 SOL — US$ 8,52 milhões em valor nocional e US$ 141 mil de lucro acumulado.
A surpresa fica por conta do Dogecoin. Mesmo com nocional bem menor, de US$ 4,24 milhões em 48,37 milhões de DOGE, a memecoin entregou US$ 224 mil, o maior retorno individual da carteira. O Bitcoin tem a menor exposição: 24 BTC, US$ 1,99 milhão, com modestos US$ 5,6 mil de ganho.
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A distribuição revela escolha deliberada. Ativos de maior beta — SOL e DOGE — concentram a parte mais produtiva da aposta, enquanto o BTC entra quase como peso simbólico. Quem opera vendido sabe que altcoins caem mais rápido e mais fundo quando o mercado vira.

Queda de 3,5% em Solana reforça timing da posição
Os números de mercado desta quarta-feira ajudam a explicar o lucro. O Bitcoin é negociado a US$ 82.401 (R$ 412.507), em baixa de 1,7% em 24 horas. O Ethereum aparece a US$ 2.535,91, recuo de 1,8%. Solana cai 3,5%, para US$ 113,55, e o DOGE perde 2,5%, cotado a US$ 0,0871.
O timing da montagem chama atenção. Depois do rali entre meados de agosto e meados de setembro, os principais ativos entraram em consolidação. Quando o impulso de recuperação perdeu força, o trader virou a mão. O resultado vem sendo colhido nas correções das últimas semanas, período em que o BTC perdeu suportes importantes.
Aqui mora o risco. Com 20x de alavancagem, qualquer movimento contrário de 5% nos preços elimina cerca de metade do valor da conta. É uma margem estreita para um mercado que, historicamente, produz candles de 7% ou 8% em questão de horas.
Duas leituras são possíveis. Ou o trader tem convicção absoluta na continuidade da queda, ou opera hedge em outro lugar — posições compradas em spot, opções protetivas ou exposição em outra venue que não aparece nos dados da Aster.
Há ainda o risco de aglomeração. Quando posições vendidas desse tamanho se concentram nos mesmos ativos, qualquer repique forte dispara liquidações em cascata — só que no sentido inverso. Foi exatamente o que aconteceu no início de outubro, quando o mercado liquidou US$ 550 milhões em longs em uma única sessão. O mecanismo é o mesmo, muda apenas quem está do lado errado.



