- A Chaos Labs está deixando o cargo de gestora oficial de riscos da Aave após mais de três anos
- A saída ocorre em meio a uma fase de disputa de governança e a uma sequência de ‘baixas’ entre contribuidores centrais
- Enquanto isso, a saída acontece pouco depois de turbulências técnicas e de discussões sobre responsabilidade
A Chaos Labs, principal gestora de risco do protocolo Aave, anunciou que vai encerrar sua atuação na DAO após mais de três anos de trabalho. A saída ocorre em meio a uma fase de disputa de governança e a uma sequência de ‘baixas’ entre contribuidores centrais. Além disso, o anúncio aumenta a pressão sobre o ecossistema, porque a Aave depende de parâmetros de risco atualizados para operar com segurança. Assim, a decisão reacende o debate sobre incentivos, responsabilidades e sustentabilidade de serviços críticos no DeFi.
Chaos Labs cita desalinhamento com a estratégia de risco e o peso da Aave V4
No comunicado no fórum de governança, a Chaos Labs atribuiu a saída a um desalinhamento fundamental sobre como gerenciar risco na próxima fase do protocolo. Além disso, a empresa apontou que a Aave V4 aumenta o escopo e a complexidade operacional.

Omer Goldberg
A migração para o V4 exigiria novas ferramentas e suporte simultâneo a versões antigas e novas. Portanto, a operação ficaria mais cara e mais longa. Ao mesmo tempo, a Chaos Labs argumentou que o modelo econômico do mandato não sustentava o esforço adicional.
Assim, ela avaliou que não conseguiria manter o serviço no padrão esperado. Enquanto isso, a saída acontece pouco depois de turbulências técnicas e de discussões sobre responsabilidade. Por isso, o tema ‘quem responde quando algo dá errado‘ ganhou peso no debate comunitário.
Efeito prático na Aave e próximos passos para o DAO
A saída da Chaos Labs amplia o risco de ‘lacuna operacional’, porque o protocolo precisa de monitoramento contínuo, simulações e ajustes de parâmetros. Além disso, a Aave lida com listagens de colaterais, limites de empréstimo e liquidações.
Nos últimos meses, a governança já mostrou sinais de desgaste, com outros grupos reduzindo participação ou anunciando encerramentos. Assim, o DAO pode precisar acelerar a contratação de novos provedores ou redistribuir funções.
Ao mesmo tempo, a comunidade deve revisar contratos, SLAs e metas de risco para evitar novas rupturas. Portanto, o episódio pode levar a um modelo mais claro de remuneração e responsabilidade.
Por fim, a decisão coloca a Aave diante de uma escolha: simplificar a execução e reduzir atrito interno ou aceitar custos maiores para manter o ritmo de expansão.

