- Regras mais rígidas reduzem fraudes em saques cripto
- Exceções caem para apenas 1% dos usuários
- Monitoramento reforçado aumenta segurança nas exchanges
A Coreia do Sul decidiu agir com mais rigor sobre o mercado cripto. O país anunciou muda nças após uma sequência de fraudes que expôs falhas operacionais. Autoridades identificaram vulnerabilidades críticas em regras de saque.
A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) afirmou que exceções mal definidas abriram espaço para golpes. Com isso, criminosos movimentaram valores rapidamente usando contas recém-criadas. O impacto financeiro chamou atenção do regulador.

Além disso, o órgão destacou que muitas corretoras aplicavam critérios próprios. Esse cenário criou inconsistência e dificultou a fiscalização. Assim, o sistema permitiu brechas exploradas por fraudadores.
Entre junho e setembro de 2025, os dados reforçaram a preocupação. Contas com isenção representaram 59% das fraudes e 75,5% das perdas financeiras. Esse volume pressionou o governo por respostas imediatas.
Novas regras miram brechas e restringem saques rápidos
Diante desse cenário, a Coreia do Sul implementou novas diretrizes. As regras foram desenvolvidas com apoio do FSS e da DAXA. O objetivo é padronizar critérios de liberação de saques.
Agora, as exchanges precisam analisar múltiplos fatores. Entre eles estão histórico da conta, frequência de negociação e volume financeiro. Além disso, essa avaliação busca impedir acessos rápidos indevidos.
Além disso, o novo modelo reduz drasticamente as exceções. Simulações indicam que apenas 1% dos usuários terão acesso a isenções. Antes, esse número era significativamente maior.
Com isso, o regulador espera limitar ações de golpistas. A estratégia reduz a velocidade de movimentação de fundos suspeitos. Consequentemente, aumenta o tempo de resposta das autoridades.
Outro ponto importante envolve monitoramento contínuo. As plataformas deverão revisar periodicamente contas com benefícios especiais. Também precisarão verificar a origem dos recursos movimentados.
Supervisão aumenta após falhas e ataques recentes
As mudanças não surgem isoladamente. O país intensificou a fiscalização após incidentes relevantes no setor. Entre eles, o caso envolvendo a exchange Bithumb gerou forte reação.
Após um erro operacional, autoridades identificaram falhas nos controles internos. Em resposta, a FSC exigiu reconciliação de ativos a cada cinco minutos. A medida busca garantir maior precisão nos dados.
Além disso, o governo ampliou o escopo regulatório. Desde janeiro, grandes acionistas também passaram a ser monitorados. Além disso, essa decisão fortalece a responsabilidade dentro das empresas.
Ao mesmo tempo, a supervisão sobre atividades suspeitas aumentou. Novos sistemas analisam padrões de saque em tempo real. Isso permite identificar comportamentos anormais com mais rapidez.
Por fim, o regulador afirmou que continuará ajustando as regras. O objetivo é acompanhar novas formas de fraude. Assim, a Coreia do Sul tenta se antecipar a riscos no mercado cripto.
Dessa forma, o país sinaliza uma postura mais rígida. As medidas reforçam a segurança e aumentam a confiança no setor. Ainda assim, o desafio será equilibrar controle e inovação.

