A Câmara Municipal de São Paulo propôs o Projeto de Lei que institui o dia do “profissional de trader e operadores de criptomoedas no município de São Paulo”.
Não, obrigado!
O município de São Paulo propôs o PL 0747/2021 estabelecendo o dia do profissional de trader e operadores de criptomoedas.
A data estabelecida pela Câmara até pode homenagear o profissional do trader, mas é um ultraje aos reais profissionais das criptomoedas.
Ultraje, pois o dia 23 de agosto como proposto não tem nenhuma relação com qualquer fundamento cripto.
O conceito fundamentalista dos criptoativos, principalmente da primeira e maior criptomoeda do mercado, o bitcoin, é alheio a tais anseios governamentais.
Mesmo que a data tenha o intuito de homenagear o profissional das criptomoedas, deveria estar relacionada ao mercado criptográfico, mas não, está relacionada ao mercado de renda variável tradicional.
Portanto, destina-se muito mais ao “farinha limers” do que aos criptoanarquistas.
O dia refere-se à data de fundação da Bolsa Livre, “que seria o embrião da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)”.
O Bitnotícias, em nome de todo o fundamento cripto, repudia tal data por não ter qualquer relação às diversas datas de grandes acontecimentos cripto, principalmente do protocolo Bitcoin.
Certamente os dias 31 de outubro (lançamento do White Paper do Bitcoin); 03 de janeiro (início da rede Bitcoin); 09 de janeiro (primeiro bloco minerado); ou até 12 de janeiro (primeira transação de bitcoin) seriam muito mais cabíveis para homenagear o profissional cripto.
Vale lembrar que o mercado cripto sempre foi para todos, já que a descentralização e inclusão são a mentalidade base do Bitcoin.
E independentemente que os mercados financeiros tradicionais estejam mudando parte desta mentalidade, os fundamentalistas das criptomoedas serão melhor representados e homenageados com uma data nobre do “nosso” ecossistema.

