- Investigação do New York Times aponta Adam Back como Satoshi.
- Michael Saylor cita falha histórica clara.
- E-mails antigos indicam que Satoshi e Back eram pessoas diferentes.
O mercado cripto reagiu com ceticismo após uma reportagem apontar Adam Back como criador do Bitcoin.
Logo depois, Michael Saylor contestou a tese com um argumento direto: há registros de comunicação entre Back e Satoshi Nakamoto.
Teoria baseada em estilometria enfrenta críticas
A investigação, conduzida por John Carreyrou, durou 18 meses, o estudo usou estilometria para comparar textos. Esse método analisa padrões de escrita.
Segundo Carreyrou, os textos de Back e Satoshi mostram semelhanças relevantes. Por isso, ele concluiu que ambos seriam a mesma pessoa.
Entretanto, Saylor apontou uma inconsistência central, Satoshi trocou e-mails com Back no início do Bitcoin. Nessas mensagens, discutiram o Hashcash, criado por Back em 1997.
Para Saylor, isso enfraquece a teoria. Ele afirmou:
“Estilometria é interessante, mas não é prova.” Além disso, completou: “Os e-mails contemporâneos […] sugerem que eram indivíduos distintos.”
Portanto, para que a tese fosse válida, Back teria forjado comunicações com ele mesmo. Isso exigiria um plano complexo e antecipado.
Comunidade reage e aponta riscos
Outros nomes do setor também criticaram a reportagem, Jameson Lopp alertou para riscos. Segundo ele, a publicação expõe Back sem provas sólidas.
Lopp foi direto:
“Satoshi Nakamoto não pode ser identificado por meio de análise estilométrica.”
Além disso, afirmou que isso cria “um grande alvo” sobre Back.
Já Joe Weisenthal destacou limitações do método, ele argumentou que muitos cypherpunks compartilham ideias semelhantes. Portanto, estilos parecidos não provam identidade.
Além disso, conceitos sobre privacidade e internet eram comuns nesse grupo. Isso reduz a eficácia da análise linguística nesse contexto específico.
Debate continua sem resposta definitiva
Apesar da repercussão, a identidade de Satoshi segue desconhecida, a comunidade mantém um padrão claro de prova.
Saylor reforçou esse ponto: apenas uma assinatura com as chaves originais encerraria o debate. Sem isso, qualquer teoria permanece especulativa.
Por fim, o caso mostra como o tema ainda gera interesse global, além disso, reforça a importância de evidências sólidas em investigações desse tipo.


