- Sentimento fraco pode antecipar nova alta do Ethereum.
- Traders projetam níveis acima de US$ 5.000 em 2026.
- Mercado vê Ethereum firme como segunda maior criptomoeda.
O sentimento em torno do Ethereum enfraqueceu nas últimas semanas. Mesmo assim, analistas lembram que movimentos parecidos ocorreram antes de grandes recuperações. Esse cenário reapareceu agora, segundo o pesquisador Brian Quinlivan, da Santiment. Ele afirmou que o comportamento atual lembra o período que antecedeu o rali de 2025, quando o ativo recuperou o pico de 2021.
Quinlivan destacou esse ponto em um vídeo publicado no sábado. Ele disse que o sentimento está muito baixo, mas isso pode indicar uma reversão. O analista reforçou que a situação não sugere novas quedas profundas, como muitos temem. Essa visão ganhou força porque o mercado mostra sinais de estabilização em dados macro.
Medições mais amplas do setor apontam que o pessimismo chegou a níveis historicamente ligados a movimentos de alta. Muitos investidores interpretam o sentimento negativo como sinal contrário, fenômeno comum em ciclos anteriores. Em momentos assim, o Ethereum já iniciou grandes recuperações.
No fim de agosto do ano passado, o Ether voltou ao recorde de US$ 4.878. Esse movimento representou uma alta de quase 70% em relação ao fundo de abril. Quinlivan lembrou que a valorização ocorreu quando vários traders já discutiam abandonar o ativo. Para ele, esse padrão psicológico sempre reaparece em fases de transição.
Atualmente, o Ether caiu 36% desde o pico de agosto, negociado perto de US$ 3.089. A queda ganhou força após uma venda de US$ 19 bilhões no dia 10 de outubro, que pressionou todo o mercado. Mesmo assim, os investidores mostram menos dúvida do que demonstravam no início de 2025.
Ethereum vai chegar a US$ 5 mil?
Ele afirmou que o Ethereum voltou a ocupar seu “lugar natural” como segunda maior criptomoeda do mercado. Essa percepção também é compartilhada pelo presidente da Coinbase Asset Management, Anthony Bassili. Ele disse estar satisfeito em ver o ativo recuperar sua posição histórica. Para ele, muitos investidores formam portfólios começando por Bitcoin e, logo depois, incluindo Ethereum.
O entusiasmo cresce entre analistas e plataformas de previsão. Quinlivan afirmou que o Ethereum deve crescer nos próximos meses, impulsionado principalmente pela demanda por staking. Essa expectativa aparece em mercados de apostas, como a Kalshi. Lá, traders atribuem 59% de chance de o ativo superar US$ 4.250 em 2026, enquanto 49% apostam acima de US$ 4.500.
A Polymarket também registra apostas agressivas. Mais de 40% dos apostadores acreditam em US$ 5.000 no próximo ano. Outros 22% preveem valores acima de US$ 6.000. Níveis mais ousados, como US$ 7.500, US$ 8.000 ou US$ 10.000, ainda são considerados improváveis, mas continuam recebendo apostas. Cerca de 7% afirmam que o Ethereum pode ultrapassar US$ 10.000.
Bitcoin lidera
O otimismo também aparece na visão institucional. A Ethereum Foundation declarou que a rede consolidou sua posição como “espinha dorsal segura da civilização digital”, preparando bases sólidas para 2026.
Apesar desse cenário, o humor do mercado segue fraco. O Índice de Medo e Ganância marcou 29, indicando “Medo” no domingo. A pontuação reflete a tensão após semanas de oscilação entre “Medo” e “Medo Extremo”.
Enquanto isso, investidores continuam preferindo Bitcoin, segundo o Altcoin Season Index. Mesmo assim, o indicador alterna entre períodos favoráveis ao BTC e fases que sugerem força entre as altcoins. Analistas já alertavam desde o início do ano que o Bitcoin poderia enfrentar um período de consolidação.
Essa previsão ganhou apoio de nomes como Ki Young Ju, da CryptoQuant. Ele afirmou que o BTC deve permanecer preso em uma faixa limitada até o primeiro trimestre de 2026. A entrada de capital diminuiu porque investidores buscaram ações e metais, como ouro e prata. Traders experientes, como Peter Brandt e Jurrien Timmer, também acreditam que o Bitcoin pode revisitar a zona entre US$ 60.000 e US$ 65.000.


