A equipe jurídica da Gemini, uma das principais exchanges de criptomoedas, acusou o Digital Currency Group (DCG) de manipular os credores da Genesis Global. Em documentos judiciais, os advogados da Gemini afirmam que o DCG fez ‘afirmações fabricadas, enganosas e imprecisas’ em seu plano de recuperação para os credores da Genesis.
O plano proposto pelo DCG sugere que os credores não garantidos poderiam recuperar entre 70% e 90% de seus investimentos, enquanto os usuários do programa Gemini Earn poderiam esperar uma recuperação de aproximadamente 95% a 110%.
Segundo a equipe jurídica da Gemini, o DCG estava tentando ‘seduzir os credores da Gemini a aceitar um acordo’ que permitiria à empresa pagar menos do que supostamente deve. Os advogados da Gemini pedem que o DCG melhore significativamente os termos dos empréstimos fornecidos à Genesis e não use os procedimentos de falência da Genesis como justificativa para o plano de recuperação.
Implicações financeiras e responsabilidades
O DCG deve mais de US$ 1,65 bilhão à Genesis, que por sua vez deve cerca de US$ 1,2 bilhão à Gemini. A Genesis deve mais de US$ 3 bilhões aos seus 50 principais credores. De acordo com os advogados da Gemini, a proposta do DCG permitiria à empresa pagar recuperações ‘par’ através de empréstimos ‘inadequados’ abaixo do mercado.
Eles argumentam que receber uma parcela fracionada de juros e pagamentos de principal ao longo de sete anos de uma contraparte incrivelmente arriscada não é equivalente a receber os ativos em dinheiro e digitais devidos hoje pela Genesis aos credores da Gemini.
https://twitter.com/cameron/status/1677327395869581316
Em um tweet recente, Cameron Winklevoss, co-fundador da Gemini, afirmou: ‘Hoje, a Gemini entrou com uma ação judicial contra a DCG e Barry Silbert pessoalmente em um tribunal de Nova York. Barry não foi apenas o arquiteto e mentor da fraude da DCG e da Genesis contra os credores, ele estava diretamente e pessoalmente envolvido em perpetrá-la.’
O futuro da disputa e possíveis consequências
A disputa legal entre a Gemini e o DCG tem sido acirrada e pública, culminando com a Gemini processando o DCG e seu CEO em julho. A situação levanta questões sobre a transparência e a ética nas práticas de negócios dentro do espaço das criptomoedas. Além disso, coloca em xeque a confiança dos investidores e usuários em plataformas que oferecem serviços financeiros baseados em blockchain.
O caso entre a Gemini e o DCG serve como um lembrete contundente dos desafios legais e éticos que as empresas de criptomoedas enfrentam, especialmente quando grandes somas de dinheiro estão em jogo. A disputa também destaca a necessidade de regulamentações mais claras e robustas para proteger os investidores e manter a integridade do mercado de criptomoedas.

