A KAST anunciou a captação de US$ 80 milhões para acelerar sua expansão como plataforma financeira global baseada em stablecoins.
A rodada Série A teve co-liderança de QED Investors e Left Lane Capital. Além disso, contou com participação de Peak XV Partners, HSG e DST Global Partners.
Com o novo capital, a empresa vai priorizar América Latina, América do Norte e Oriente Médio. Ao mesmo tempo, pretende ampliar licenças, equipe e oferta de produtos.
A KAST também informou que atende mais de 1 milhão de usuários. Além disso, já processa quase US$ 5 bilhões em volume anualizado de transações.
Fundada em 2024 por Raagulan Pathy, ex-executivo da Circle, a empresa oferece contas em dólar e trilhos de pagamentos internacionais. Assim, permite movimentação em mais de 190 países.
Segundo reportagens do setor, a rodada avaliou a companhia em torno de US$ 600 milhões. Com isso, a KAST busca ganhar escala em mercados com alta demanda por pagamentos globais.
Pathy afirmou que o aporte reforça a tese de um neobanco construído sobre stablecoins. Ele também disse que a KAST quer executar essa visão com alcance verdadeiramente global.
No Brasil, a empresa destacou o país como mercado estratégico por causa da digitalização e do apetite por inovação financeira. Além disso, citou o Pix como trilho relevante onde houver suporte.
Expansão e regulação no radar
A KAST direcionou parte do investimento para licenciamento regulatório. Ao mesmo tempo, planeja reforçar áreas de produto, risco e operações para sustentar crescimento internacional.
A empresa também vai acelerar contratações. Com isso, pretende reduzir gargalos operacionais e ampliar cobertura de mercados, sobretudo onde remessas e pagamentos ainda custam caro.
Ainda em 2026, a KAST pretende lançar o KAST Business, uma solução voltada a empresas. Assim, quer atender demandas de recebimento global e gastos locais num mesmo aplicativo.
Stablecoins viram trilho de pagamentos
O anúncio ocorre enquanto o uso de stablecoins cresce fora do nicho cripto. Em 2025, o volume global de transações atingiu US$ 33 trilhões, alta de 72%.
Dados atribuídos à Artemis Analytics embasaram esse avanço. Além disso, relatórios apontaram que o total superou volumes combinados de liquidação on-chain de grandes redes de cartões.
Nesse cenário, a KAST aposta em trilhos digitais para reduzir fricção em pagamentos internacionais. Assim, quer competir com o tempo e o custo do modelo tradicional de correspondentes.
A companhia também afirmou que sua receita avançou e ganhou tração desde 2025. Além disso, comunicados indicaram crescimento mensal de usuários e receitas na faixa de dois dígitos.
Com US$ 80 milhões em caixa novo, a KAST agora acelera a execução. E, se mantiver o ritmo, tende a consolidar espaço no mercado de serviços financeiros sobre stablecoins.



