- Morgan Stanley protocolou a Emenda nº 4 ao registro S-1 do Morgan Stanley Bitcoin Trust na SEC em 1º de abril de 2026
- O ETF MSBT terá taxa anualizada de 0,14%, abaixo dos 0,25% cobrados pelo iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock
- O analista de ETFs da Bloomberg James Seyffart avalia que o produto pode ser lançado na próxima semana
A Morgan Stanley protocolou nesta terça-feira (1) a Emenda nº 4 ao formulário S-1 de registro junto à Securities and Exchange Commission (SEC) para o Morgan Stanley Bitcoin Trust. O documento detalha os planos de listar o fundo de índice negociado em bolsa na NYSE Arca sob o ticker MSBT. A atualização reforça que o produto entra na reta final do processo de aprovação regulatória nos Estados Unidos.
O analista de ETFs da Bloomberg James Seyffart avaliou o protocolo como sinal claro de que o lançamento está próximo. Para ele, as modificações são ajustes pontuais baseados em feedbacks e comentários da SEC. Seyffart apontou que a emenda deve ser a última antes da publicação do prospecto definitivo.
A emenda traz revisões na estrutura operacional, nos acordos de custódia e na mecânica de criação e resgate de cotas. O documento também atualiza a metodologia de precificação atrelada ao CoinDesk Bitcoin Benchmark e inclui novas divulgações sobre riscos, taxas e prestadores de serviço. As mudanças refletem o ciclo padrão de revisão regulatória antes da aprovação final de um ETF de Bitcoin nos EUA.
Morgan Stanley Bitcoin Trust opera como veículo passivo, sem alavancagem
O Morgan Stanley Bitcoin Trust se apresenta como um veículo passivo de rastreamento do preço do Bitcoin, sem estratégias ativas de negociação. O prospecto deixa claro que o fundo não vende BTC especulativamente em momentos de alta nem acumula posições em quedas na expectativa de valorização futura. A estrutura segue o modelo adotado pelos ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos desde janeiro de 2024.
“O trust não utilizará alavancagem, derivativos ou qualquer arranjo similar para atingir seu objetivo de investimento”, aponta o documento protocolado na SEC. O índice CoinDesk Bitcoin Benchmark serve como base para todos os cálculos do valor patrimonial líquido do fundo. O banco atua como delegated sponsor por meio da Morgan Stanley Investment Management.
Taxa de 0,14% posiciona MSBT abaixo do IBIT da BlackRock na guerra de custos
A taxa de administração anualizada do MSBT será de 0,14%, acumulada diariamente sobre o valor patrimonial líquido do fundo. O percentual fica abaixo dos 0,25% cobrados pelo iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock, o maior ETF de Bitcoin do mundo em volume de ativos. A competição de taxas entre os principais emissores já era esperada desde que o banco sinalizou a entrada no segmento.
A disputa por custos menores entre os emissores de ETFs de Bitcoin nos EUA se intensificou desde a aprovação dos primeiros produtos no início de 2024. Emissores como Fidelity, Invesco e Franklin Templeton também reduziram suas cobranças para atrair capital institucional. A entrada da Morgan Stanley com taxa ainda menor amplia a pressão sobre os concorrentes, segundo analistas do setor.
O banco já oferece acesso a ETFs de Bitcoin de terceiros para clientes de wealth management desde meados de 2024. Com o MSBT, a instituição passa a competir diretamente no segmento com produto próprio listado na NYSE Arca. A aprovação final da SEC representa o último passo antes de o fundo começar a operar para investidores institucionais e de varejo nos Estados Unidos.


