O Federal Bureau of Investigation (FBI) alertou sobre o aumento do número de casos de crimes cibernéticos em redes sociais envolvendo criptoativos.
O golpe tá aí
O escritório do FBI de São Francisco relatou o aumento nos casos de crimes cibernéticos principalmente através das redes sociais.
As plataformas do LinkedIn e do Telegram têm sido as mais visadas pelos cibercriminosos.
Sean Ragan, agente do FBI, disse que os golpes de criptomoedas representam uma ameaça particularmente séria ao LinkedIn, onde já existem muitas vítimas e potenciais vítimas.
O agente disse que muitas pessoas ainda caem no golpe simples de confiar em um golpista que se passa por um investidor profissional.
Após conhecer a vítima nas plataformas de redes sociais o golpista passa a manter contato periódico com o usuário até obter a sua confiança, e depois disso passa a fazer ofertas sobre investimentos com criptoativos.
De acordo com o Ragan, a comunicação pode durar meses e é principalmente nesses casos em que o golpista consegue convencer o usuário.
Há denúncias de usuários do LinkedIn que registraram perdas que variam de US$ 200.000 a US$ 1,6 milhão.
A própria equipe do LinkedIn reconheceu oficialmente que houve um aumento no número de golpes em sua plataforma recentemente e que estão trabalhando “todos os dias para garantir a segurança de nossos usuários”.
A empresa disse que tem aprimorado as ferramentas de segurança, com proteções automatizadas e individuais, ferramentas para detectar e eliminar contas falsas e informações falsas, e métodos eficazes de prevenção de fraudes.
Apenas no ano passado o LinkedIn identificou e excluiu mais de 32 milhões de contas falsas.
O FBI tem recomendado que as empresas revejam suas políticas de publicidade de criptoativos, e que implementem soluções de segurança e/ou restrições para evitar esses tipos de golpes e ataques phishing.