A agência de notícias Reuters publicou uma investigação sobre as atividades da maior exchange de criptomoedas do mundo, a Binance, desde seu lançamento há quase cinco anos.
Bilhões de dólares lavados
A Reuters publicou uma investigação sobre fundos lavados na exchange Binance desde o seu lançamento em 2017 até o ano de 2021.
A publicação mostra que pelo menos US$ 2,35 bilhões em fundos ilícitos foram lavados através da exchange neste período.
Para rastrear as transações e os fundos lavados a Agência analisou registros judiciais e levantou dados em empresas de análise de blockchain, como Chainalysis e Crystal Blockchain.
A Reuters citou diversos eventos significativos como as operações no mercado na darkweb, Hydra, as ações do grupo hacker norte-coreano, Lazarus, e o o ataque hacker à exchange de criptoativos eslovaca, Eterbase.
De acordo com o relatório os invasores do Lazarus criaram contas anônimas na exchange, e as usaram para lavar cerca de US$ 5,4 milhões roubados da Eterbase eslovaca.
A Reuters teve acesso a emails da exchange Binance que mostraram que à época do ocorrido a exchange se recusou a compartilhar informações ou dados sobre contas sem uma solicitação judicial.
O levantamento mostrou que a Binance foi usada para lavar US$ 780 milhões de dólares no site de negociação de mercadorias ilícitas, Hydra.
Os valores foram lavados e usados para processar pagamentos de drogas, segundo o relatório.
De acordo com a Reuters, a Binance foi a plataforma de processamento de transações preferida em crimes financeiros entre 2018 e 2019 devido aos requisitos mínimos de identificação do usuário.
Não é à toa que nos anos de 2020 e 2021 a exchange Binance sofreu diversos processos e ações regulamentares em vários países do mundo devido à falta de controles de KYC e AML.
Por estes acontecimentos que desde meados de 2021 a exchange Binance passou a implementar novas medidas de controle de usuários e de controle de lavagem de dinheiro para se adequar às questões regulatórias de cada país.

