- A Chainalysis prevê que o volume ajustado de stablecoins atinja US$ 719 trilhões até 2035, apenas por meio de crescimento orgânico
- Se fatores macro acelerarem a adoção, a projeção sobe para até US$ 1,5 quatrilhão
- A Chainalysis estima que os pagamentos com stablecoins podem alcançar a escala de Visa e Mastercard entre 2031 e 2039
As stablecoins ganharam status de infraestrutura de pagamentos e já competem com trilhos tradicionais em escala. Um estudo da Chainalysis afirma que, em 2025, as stablecoins processaram US$ 28 trilhões em ‘volume ajustado’, focado em uso econômico real.
Além disso, a empresa projeta que esse volume pode chegar a US$ 719 trilhões até 2035 apenas com crescimento orgânico. Se fatores macro acelerarem a adoção, a projeção sobe para até US$ 1,5 quatrilhão. No mesmo relatório, a Chainalysis estima que os pagamentos com stablecoins podem alcançar a escala de Visa e Mastercard entre 2031 e 2039.
Chainalysis projeta salto de volume e aponta a transferência de riqueza como motor
A Chainalysis destaca que dados ‘brutos’ de stablecoins inflacionam números, porque bots e atividades de liquidez distorcem o total. Por isso, a empresa usa volume ajustado para filtrar ruído e focar em remessas, pagamentos e liquidações.

Segundo o texto, o volume ajustado cresceu com CAGR de 133% desde 2023, até chegar aos US$ 28 trilhões em 2025. Além disso, o relatório aponta dois catalisadores. Primeiro, a Chainalysis prevê um repasse de US$ 80 a 100 trilhões de riqueza, entre 2028 e 2048, de Boomers para Millennials e Gen Z.
Em seguida, ela aposta em maior aceitação no ponto de venda, o que transforma stablecoin em opção ‘padrão’, como cartões fizeram com dinheiro. Assim, a empresa calcula que essa transição pode adicionar US$ 508 trilhões ao volume anual até 2035.
Pagamentos 24/7 e ‘ajuste de ruído’ colocam stablecoins no radar das instituições
Ao comparar trilhos, a Chainalysis afirma que stablecoins liquidam em segundos, operam 24/7 e reduzem atrito internacional. Além disso, ela aponta ganhos com reconciliação e programação do dinheiro diretamente em software.
Enquanto isso, a própria Visa reconhece que o mercado precisa separar ‘sinal do ruído‘ em métricas on-chain. A empresa mantém um painel que mostra volume total e volume ajustado, justamente para remover distorções de bots e práticas inflacionárias.
Dessa forma, o debate deixa de ser apenas ‘cripto versus cartões‘ e passa a medir uso econômico real. Por fim, a leitura convergente é simples. Stablecoins já funcionam como trilhos globais e tendem a pressionar redes legadas. Ao mesmo tempo, a adoção depende de confiança, regulação e integração com empresas.

