- Tether tokeniza mais de 100 toneladas de ouro e lidera o mercado global.
- Volume semanal de XAUT acelera em janeiro e atinge 21,4 toneladas.
- Reservas físicas chegam a 148 toneladas, superando países como Austrália e Grécia.
A Tether movimentou o mercado global de ativos digitais ao confirmar que já tokenizou mais de 100 toneladas de ouro em suas operações recentes. O avanço coloca a empresa em um patamar inédito dentro do setor e reforça a expansão acelerada do modelo de ouro tokenizado, que cresce à medida que investidores buscam alternativas eficientes para acessar o metal precioso.
Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, as transferências da stablecoin Tether Gold (XAUT) — cada token equivale a uma onça troy de ouro físico — registraram um volume equivalente a 94 toneladas métricas. Todas essas movimentações ocorreram nas redes Ethereum e TRON. Além disso, o custo operacional foi extremamente reduzido. Segundo dados divulgados pelo CEO da Tether, o gasto total em comissões representou apenas 0,0016% do capital movimentado. Isso mostra a diferença entre a logística digital e o transporte físico do metal.
Ao longo do período analisado, o volume semanal oscilou entre 1 e 3 toneladas, com picos de 7,2 e 14 toneladas. Contudo, a aceleração mais expressiva ocorreu em janeiro de 2026. As movimentações atingiram o recorde de 21,4 toneladas na semana de 11 de janeiro. Esse salto ocorreu quase em sincronia com o lançamento de Scudo, uma nova unidade de conta equivalente a 0,001 onça.
Tokenização de ouro
Assim, a comparação entre custos logísticos destacou a grande vantagem operacional do ouro tokenizado. Enquanto bancos centrais gastam milhões com transporte aéreo, segurança armada, seguros e trâmites alfandegários, o ouro digital pode ser transferido instantaneamente e com taxas mínimas. A lógica do mercado demonstra que a tokenização reduz barreiras históricas associadas à custódia do metal.
Atualmente, o XAUT lidera com folga o mercado global de ouro tokenizado, exibindo capitalização de US$ 2,6 bilhões, segundo dados atualizados. Esse domínio mostra que a demanda por exposição ao ouro via blockchain segue em crescimento. Isso é impulsionado pela busca de eficiência operacional e menor fricção nas transações.
O impacto da tokenização vai além da mobilidade digital. As reservas físicas da Tether alcançaram 148 toneladas em 31 de janeiro de 2026. Esse marco veio após novas compras no fim de 2025 e no início deste ano. Esse volume permitiu que a empresa alcançasse o 30º lugar no ranking mundial de maiores detentores de ouro. Assim, a Tether superou países como Austrália, Catar, Grécia e Coreia do Sul.
O avanço reforça a presença da empresa no cenário macroeconômico global. A combinação de reservas físicas robustas e eficiência operacional no ambiente digital consolida a Tether como um dos principais agentes do mercado de ouro tokenizado. Com isso, a companhia sustenta a ideia de que a tokenização do metal deixa de ser uma curiosidade tecnológica. Além disso, passa a ocupar um papel estratégico no sistema financeiro moderno.


