- Dificuldade recua 7,7% em 20 de março e chega a 133,79 trilhões.
- Tempo médio de bloco sobe para 12m36s, acima da meta de 10 minutos.
- Mineradores migram para IA diante de custos crescentes de energia.
A rede do Bitcoin registrou uma queda de 7,7% na dificuldade de mineração em 20 de março, atingindo 133,79 trilhões.
O ajuste reduz a pressão sobre mineradores e melhora a rentabilidade no curto prazo, em meio à crescente concorrência por energia com data centers de inteligência artificial.
Ajuste reflete desaceleração na produção de blocos
A queda ocorreu após uma sequência de blocos minerados mais lentamente que o esperado. Em média, cada bloco levou cerca de 12 minutos e 36 segundos para ser validado. Portanto, o tempo ficou bem acima da meta de 10 minutos da rede.
Por isso, o protocolo ajustou automaticamente a dificuldade para baixo, esse mecanismo mantém a emissão previsível e o funcionamento estável da rede.

Além disso, garante equilíbrio mesmo com variações no poder computacional.
No início do ano, a dificuldade estava próxima de 148 trilhões. Entretanto, eventos como interrupções elétricas nos Estados Unidos já haviam provocado oscilações recentes.
Após uma queda em fevereiro, houve recuperação de cerca de 15% com o retorno do hashrate.
Mineradores enfrentam pressão e buscam alternativas
Enquanto isso, o setor enfrenta novos desafios estruturais, o aumento dos custos de energia pressiona margens e reduz a competitividade de operações menos eficientes. Além disso, empresas buscam novas fontes de receita.
Grandes mineradoras, como Core Scientific, MARA Holdings e Hut 8, já redirecionam parte da infraestrutura para inteligência artificial e computação de alto desempenho.
Segundo o trader Ran Neuner:
“A IA se tornou a maior concorrente da mineração de Bitcoin.”
A afirmação reforça a disputa direta por energia e capacidade computacional.
Além disso, algumas empresas reduziram operações ou desligaram equipamentos menos eficientes. A Bitdeer, por exemplo, vendeu 943 BTC e zerou suas reservas recentemente, buscando maior liquidez.
Impactos e perspectivas para o setor
A queda da dificuldade tende a oferecer alívio temporário para mineradores ativos, com menos concorrência, a recompensa por unidade de hashrate aumenta. Portanto, operações eficientes podem recuperar parte da rentabilidade.
Entretanto, o cenário segue desafiador no médio prazo. A competição com data centers de IA deve intensificar a disputa por energia barata.
Além disso, a próxima revisão de dificuldade, prevista para abril, pode alterar novamente o equilíbrio.
No fim, o ajuste atual mostra a resiliência do protocolo do Bitcoin. Mesmo sob pressão, a rede se adapta automaticamente, preservando sua previsibilidade e segurança.

