- Exploit atingiu três cofres e causou perda de US$ 3,5 milhões.
- Protocolo congelou cerca de US$ 2 milhões e tenta recuperar fundos.
- Ataque ocorre dias após hack de US$ 293 milhões na Kelp DAO.
O protocolo DeFi Volo confirmou um ataque que resultou na perda de cerca de US$ 3,5 milhões.
O incidente afetou cofres específicos e reacende preocupações com a segurança no setor.
Ataque atinge cofres isolados e força resposta rápida
O Volo informou que o ataque envolveu ativos como WBTC, XAUm e USDC, além disso, a equipe afirmou que a falha atingiu apenas três cofres isolados. Portanto, não há evidência de vulnerabilidade sistêmica.
Segundo o protocolo, cerca de US$ 28 milhões em valor total bloqueado permanecem seguros. Ainda assim, a equipe agiu rapidamente para conter os danos.
“Detectamos o ataque, notificamos a Sui Foundation e congelamos os cofres”, declarou o projeto.
Além disso, o Volo conseguiu bloquear aproximadamente US$ 2 milhões dos fundos roubados, inicialmente, US$ 500 mil foram congelados. Em seguida, o protocolo impediu a movimentação de 19,6 WBTC.
O projeto também afirmou que pretende absorver as perdas, ou seja, os usuários não devem arcar diretamente com o prejuízo. Entretanto, o plano de compensação ainda não foi detalhado.
Sequência de hacks pressiona confiança no setor
O ataque ocorre poucos dias após o caso da Kelp DAO, que perdeu cerca de US$ 293 milhões, por isso, o episódio amplia o clima de insegurança no DeFi.
Dados recentes mostram que mais de US$ 17 bilhões já foram roubados em cripto na última década, além disso, falhas em chaves privadas seguem como principal vetor de ataque.
Cerca de 22,3% dos casos envolvem força bruta, outros 18,2% têm origem desconhecida, já ataques de phishing representam 10% dos incidentes.
Esse cenário indica que muitos problemas não estão apenas no código dos protocolos, pelo contrário, falhas operacionais e de usuários também pesam.
Portanto, episódios como o da Volo reforçam a necessidade de práticas mais robustas de segurança. Ao mesmo tempo, aumentam a pressão por auditorias e monitoramento contínuo.
No curto prazo, o mercado tende a reagir com cautela, no longo prazo, porém, a resiliência do setor dependerá da capacidade de mitigar riscos e recuperar a confiança dos investidores.

