- Banco corta alvo da Solana para 2026 de US$ 310 para US$ 250.
- Projeção de longo prazo sobe para US$ 2.000 até 2030.
- Micropagamentos com stablecoins são o principal motor da tese.
O Standard Chartered reduziu sua projeção de preço da Solana para 2026, mas manteve uma visão fortemente otimista no longo prazo.
Segundo o banco, os micropagamentos com stablecoins podem levar o SOL a US$ 2.000 até 2030.
Corte no curto prazo reflete ajustes de mercado
O banco britânico reduziu o preço estimado da Solana para o fim de 2026 de US$ 310 para US$ 250. Atualmente, o ativo é negociado em torno de US$ 102, com valor de mercado próximo a US$ 57 bilhões.
Segundo Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa em ativos digitais do Standard Chartered, o ajuste reflete riscos de curto prazo e a necessidade de maturação do ecossistema.
“Esperamos alguma pressão no curto prazo, antes de uma aceleração mais consistente da adoção”, escreveu Kendrick em relatório publicado em 3 de fevereiro.
Apesar disso, o banco projeta uma trajetória clara de valorização após 2026. A estimativa aponta US$ 400 em 2027, US$ 700 em 2028, US$ 1.200 em 2029 e US$ 2.000 em 2030.
Micropagamentos colocam Solana em posição única
A tese central do banco está nos micropagamentos com stablecoins. Esse mercado envolve transações de poucos centavos, inviáveis em redes tradicionais devido às taxas elevadas.
Enquanto processadores tradicionais cobram cerca de US$ 0,30 por transação, a Solana opera com taxa média de US$ 0,0007. Isso torna pagamentos de US$ 0,05 ou US$ 0,10 economicamente viáveis.
“Os custos ultrabaixos da Solana permitem micropagamentos de forma inédita”, afirmou Kendrick.
Por comparação, a rede Base, da Coinbase, tem taxa média de US$ 0,015. Nesse caso, o custo representa cerca de 25% de uma transação de US$ 0,06.
Portanto, a Solana surge como a principal candidata para aplicações como pagamento por artigo, remuneração por visualização de conteúdo e transações entre agentes de inteligência artificial.
Stablecoins reforçam uso real da rede
Além disso, o uso de stablecoins na Solana cresceu mais rápido do que em qualquer outra blockchain nos últimos 12 meses, segundo dados da DefiLlama.
Atualmente, cerca de US$ 13 bilhões em stablecoins circulam na rede. Mais relevante, porém, é o padrão de uso.
De acordo com o relatório, o mesmo dólar em stablecoins é movimentado de duas a três vezes mais na Solana do que no Ethereum. Isso indica uso ativo em pagamentos, e não apenas retenção.
“Se a atividade com stablecoins via micropagamentos crescer, o impacto no preço do SOL tende a ser significativo”, destacou Kendrick.
A redução do alvo para 2026 sinaliza cautela no curto prazo. Entretanto, a projeção de US$ 2.000 até 2030 reforça a confiança do Standard Chartered no papel da Solana como infraestrutura de pagamentos digitais.
Se os micropagamentos ganharem escala, a rede pode deixar de vez a imagem de “cassino de memecoins” e assumir um papel central na economia on-chain.

