- Recuperação pode ganhar força após ajuste técnico de fevereiro
- Sentimento negativo pode impulsionar nova alta do Bitcoin
- Instituições seguem apoiando o avanço dos ETFs de cripto
A recente queda das criptomoedas provocou dúvidas, mas também abriu espaço para novas leituras do mercado. Tom Lee afirmou que o recuo parece mais um processo de limpeza do que um sinal de ruptura estrutural.
Durante entrevista ao vivo na CNBC, Lee descreveu a turbulência como uma simples reinicialização. Ele disse que liquidações forçadas e alavancagem alta ampliaram o tombo, mas não alteraram a base do mercado.
Segundo ele, o setor já sobreviveu a várias quedas superiores a 50%. Cada uma delas abriu espaço para recuperações fortes, sempre iniciadas após a eliminação da alavancagem excessiva.
A correção para perto de US$ 60.000, registrada em 5 de fevereiro, encaixa-se nesse padrão. Para Lee, o movimento funcionou como um alívio necessário que devolve força ao mercado.
Mercado inicia novo ciclo após o choque de fevereiro
Apesar do susto, Lee reforçou seu otimismo de longo prazo para o Bitcoin. Ele continua projetando preços entre US$ 200.000 e US$ 250.000 até o final de 2026.
O analista avalia que o ciclo tradicional do halving perdeu influência. Ele acredita que o Bitcoin entrou em uma fase mais longa, puxada por instituições e sustentada pela expansão dos ETFs à vista.
Além disso, ele destacou que pontos de acesso regulamentados ajudam a consolidar a presença de capital institucional. Isso, na visão dele, cria um colchão mais robusto para enfrentar choques futuros.
Mesmo assim, parte do mercado permanece desconfiada. Dados do CoinMarketCap mostraram o Bitcoin perto de US$ 70.600, enquanto o sentimento seguia em “medo extremo”.

Nos derivativos, a hesitação também aparece. As taxas de financiamento continuam negativas, indicando que operadores seguem defensivos mesmo após a estabilização dos preços.
Sentimento negativo pode virar combustível para uma alta
Lee vê essa divergência entre preços firmes e sentimento deprimido como um possível gatilho de alta. A demanda estável por ETFs, o avanço institucional e a crescente aceitação política das criptos nos EUA reforçam sua visão.
Ele também projeta que o Federal Reserve poderá iniciar cortes de juros em 2026. Para Lee, isso deve beneficiar ativos de risco, incluindo Bitcoin e demais criptomoedas.
Alguns analistas destacaram que o Bitcoin se desvinculou brevemente do ouro durante a queda. Lee entende o movimento como sinal de que as criptos seguem sua própria dinâmica de liquidez.
Ainda mais, na avaliação dele, isso confirma a independência do setor e não indica qualquer fraqueza estrutural.
Por enquanto, a leitura de Lee é direta. A queda de fevereiro parece mais um ajuste técnico do que o início de uma recessão prolongada. E, como ocorreu em ciclos passados, ele acredita que esse movimento pode abrir caminho para uma recuperação rápida e agressiva ao longo do ano.

