- Peter Schiff admitiu que subestimou o fluxo de capital no Bitcoin, mesmo após a alta até US$ 126.198.
- O crítico afirma que o ativo não possui valor intrínseco, apesar da adoção institucional e ETFs.
- Enquanto isso, defensores como Michael Saylor dizem nunca ter estado tão otimistas com o ativo.
O economista e crítico histórico do Bitcoin, Peter Schiff, voltou a afirmar que a criptomoeda é uma bolha.
Entretanto, ele reconheceu que errou ao subestimar o volume de investidores que impulsionaria o preço até US$ 126 mil. A declaração surge em meio à consolidação do mercado e ao crescente envolvimento institucional.
Schiff reconhece erro, mas mantém crítica ao Bitcoin
Peter Schiff afirmou que não previu o tamanho da demanda especulativa. Segundo ele, o crescimento foi impulsionado por fatores emocionais e pelo medo de ficar de fora.
Ele declarou que:
“Subestimei a quantidade de ‘dinheiro burro’ disposto a comprar Bitcoin.”
Ou seja, admitiu erro na análise do comportamento dos investidores.
Schiff disse que conheceu o Bitcoin quando valia cerca de US$ 1. Desde então, o ativo atingiu US$ 126.198 no pico recente. Ainda assim, ele mantém sua visão negativa.
Segundo o economista, o preço não reflete valor real. Portanto, ele acredita que o movimento continua baseado em especulação.
Entretanto, o próprio Schiff reconheceu o impacto psicológico do mercado. O aumento inicial atraiu novos investidores. Isso criou um ciclo de valorização contínuo.
Além disso, o medo de perder ganhos acelerou a entrada de capital, esse fenômeno é conhecido como FOMO.
Adoção institucional desafia visão dos críticos
Apesar das críticas, o mercado mudou significativamente, hoje, o Bitcoin possui infraestrutura institucional robusta.
Por exemplo, existem ETFs à vista negociados nos Estados Unidos. Além disso, grandes empresas e fundos ampliaram suas reservas.
Outro fator relevante é o mercado de derivativos, plataformas como o CME Group oferecem contratos futuros e opções.
Isso aumenta a legitimidade e liquidez do ativo. Portanto, investidores institucionais conseguem operar com maior segurança.
Além disso, empresas públicas adotaram o Bitcoin como ativo estratégico. Michael Saylor afirmou recentemente que nunca esteve tão otimista.
Schiff publicou suas críticas na rede X, onde mantém posição consistente contra o ativo. Mesmo assim, o mercado ignorou suas previsões anteriores.
Atualmente, o preço oscila entre US$ 60 mil e US$ 71 mil. Essa consolidação ocorre após uma forte valorização recente.
Mercado dividido entre céticos e otimistas
O cenário atual mostra um conflito claro, de um lado, críticos alertam sobre especulação. Do outro, instituições ampliam sua exposição.
Além disso, a presença de grandes investidores reduz a percepção de risco extremo. Isso fortalece a narrativa de maturidade do mercado.
Entretanto, a volatilidade continua elevada. Portanto, o debate sobre valor intrínseco permanece aberto.
O reconhecimento de Schiff mostra um ponto importante, mesmo críticos históricos admitem o impacto crescente do Bitcoin.
No entanto, sua visão pessimista permanece inalterada, ele continua acreditando que o preço não se sustenta no longo prazo.
O mercado, porém, segue ignorando previsões negativas. Enquanto isso, a adoção institucional continua avançando globalmente.
Esse contraste reforça uma realidade clara. O Bitcoin deixou de ser um experimento marginal e se tornou um ativo relevante no sistema financeiro.


