- Bitcoin registra primeira semana positiva após 5 candles vermelhos consecutivos.
- Teoria aponta fundo exato 23 meses após o último topo histórico.
- Saídas de quase US$ 10 bilhões em stablecoins pressionam cenário de alta.
O Bitcoin encerrou a semana em alta pela primeira vez após cinco semanas consecutivas de queda.
O movimento reacendeu a teoria de que o fundo do ciclo ocorre 23 meses após o topo histórico, enquanto parte do mercado ainda pede cautela.
Ciclo de 23 meses ganha força com nova semana positiva
O recente fechamento semanal no verde reforçou uma leitura técnica que circula entre analistas. Segundo essa visão, o Bitcoin atinge o fundo exatamente 23 meses após cada all-time high.
De acordo com dados compartilhados pela Coinvo Trading, o mercado acaba de completar 23 meses desde o último topo histórico. O padrão, segundo a análise, nunca falhou.
“O Bitcoin atingiu o fundo do mercado de baixa exatamente 23 meses após o topo histórico (ATH) em todos os ciclos. Estamos exatamente nos 23 meses neste momento. Isso nunca falhou”, afirmou a Coinvo Trading.
Além disso, o veterano trader Peter Brandt classificou o argumento como mais consistente do que muitas narrativas recentes do mercado.
Ontem, o valor total do mercado cripto subiu 6%, a capitalização avançou de US$ 2,19 trilhões para US$ 2,32 trilhões. Portanto, o movimento sinaliza retorno gradual do apetite por risco.
Ao mesmo tempo, o Google Trends mostra que as buscas por “Buy Bitcoin” atingiram o maior nível desde 2021. Isso indica renovado interesse de investidores.
Stablecoins desafiam tese otimista no curto prazo
Entretanto, nem todos enxergam o fundo como confirmado, alguns analistas defendem que o mercado ainda precisa de pelo menos seis meses para consolidar uma recuperação sustentável.
O principal ponto de atenção envolve o fluxo de stablecoins nas exchanges, na última semana de fevereiro, o saldo líquido permaneceu negativo.
Segundo dados da Glassnode, quase US$ 10 bilhões deixaram as plataformas de negociação, em outras palavras, mais capital saiu do que entrou.

Leon Waidmann, chefe de pesquisa da Lisk, explicou o cenário de forma direta.
“Olhe para o gráfico. Toda grande alta do BTC no último ano foi impulsionada por enormes barras verdes (entradas de stablecoins). E agora? Vermelho profundo. Quase US$ 10 bilhões em saídas líquidas. O BTC não sustentará uma alta até que isso se reverta. É simples assim”, afirmou.
Por isso, parte do mercado entende que ainda falta combustível para uma alta consistente, sem entrada líquida de capital, os ralis tendem a perder força rapidamente.
Além disso, análises recentes indicam que a região de US$ 70.000 se tornou um nível decisivo, o Bitcoin precisa recuperar e sustentar esse patamar para confirmar a reversão.
O fechamento semanal positivo melhora o sentimento e fortalece a tese do ciclo de 23 meses, entretanto, os fluxos de stablecoins ainda impõem cautela.
Portanto, as próximas semanas serão decisivas para definir se fevereiro marcou, de fato, o fim do mercado de baixa.


