- Liquidez em cbBTC impulsiona o ecossistema DeFi da Monad
- Integração via Chainlink fortalece operações rápidas e seguras
- Busca por rendimento em Bitcoin acelera novas estratégias no mercado
A nova integração entre Chainlink, Coinbase e Monad abriu espaço para um dos maiores avanços recentes no mercado de ativos tokenizados. A movimentação, anunciada nesta segunda-feira, coloca em circulação mais de US$ 5 bilhões em cbBTC, agora disponíveis no ecossistema da Monad graças ao Protocolo de Interoperabilidade entre Cadeias da Chainlink.
O movimento ocorre em um momento de intensa busca por liquidez lastreada em Bitcoin, enquanto protocolos DeFi competem para oferecer rendimento e eficiência a investidores institucionais e usuários avançados.
Liquidez de Bitcoin chega à Monad e transforma o ecossistema Defi
A atualização permite que o cbBTC, versão tokenizada do Bitcoin criada pela Coinbase, migre da Base para a Monad com segurança e validação descentralizada. Esse fluxo amplia o alcance do ativo e fortalece o mercado DeFi da nova blockchain.
Segundo a Monad, aplicativos como Curvance e Neverland já adotam mercados específicos para o token. Assim, empréstimos, financiamentos e diversas operações passam a contar com uma liquidez substancial, oferecendo alternativas mais rápidas e baratas aos usuários.
A Monad se apresenta como uma rede capaz de lidar com até 10 mil transações por segundo, com finalização inferior a um segundo. Essa estrutura atrai projetos que exigem alto desempenho e reduz gargalos comuns em blockchains consolidadas.
William Reilly, da Chainlink Labs, afirmou que a expansão dos ativos lastreados em Bitcoin exige infraestrutura compatível com operações bilionárias. Ele destacou que o CCIP mantém a garantia 1:1 entre redes, reduzindo riscos ao mover valores expressivos.
Corrida por rendimento em Btc acelera e amplia estratégias no mercado
O interesse por rendimento em Bitcoin cresceu significativamente no último ano. Como o Bitcoin não permite staking nativo, investidores passam a buscar alternativas como estratégias delta-neutras, integrações com proof-of-stake e produtos financeiros tokenizados.
Ryan Chow, do Solv Protocol, explicou em maio que empresas buscam formas de extrair rendimento sem vender Bitcoin, algo que impulsiona a criação de novos instrumentos. Nesse cenário, o cbBTC ganha força por combinar liquidez, custódia institucional e compatibilidade com diferentes blockchains.
A Coinbase, por exemplo, lançou o Bitcoin Yield Fund, oferecendo retornos líquidos estimados entre 4% e 8% anuais para investidores institucionais. Logo depois, a Kraken integrou serviços da Babylon Labs e passou a permitir delegação de BTC para redes PoS sem pontes tradicionais.
Enquanto isso, versões tokenizadas já existentes, como o Wrapped Bitcoin (WBTC), continuam se expandir para novas redes, incluindo Hedera. A carteira TON, integrada ao Telegram, também adicionou cofres que geram rendimento dentro do próprio aplicativo.
Ainda mais, a chegada de US$ 5 bilhões em cbBTC à Monad reforça essa corrida global. Com mais liquidez, menor latência e novas estratégias de rendimento, a disputa por infraestrutura para o Bitcoin tokenizado deve se intensificar nos próximos meses.


