- Brasileiros movimentaram R$ 505,5 bilhões em criptomoedas
- Número de investidores e empresas cresceu fortemente em 2025
- Receita Federal prepara novas regras para 2026
Brasileiros movimentaram R$ 505,5 bilhões em criptomoedas em 2025, segundo dados consolidados divulgados pela Receita Federal do Brasil (RFB). O volume representa um novo recorde histórico e reforça a expansão acelerada do mercado no país.
O número supera com folga os R$ 416,1 bilhões registrados em 2024. A comparação indica um crescimento superior a 21% em apenas um ano, evidenciando o avanço contínuo da adoção de criptoativos.
Ao longo de 2025, o mercado ganhou tração de forma consistente. O pico ocorreu em novembro, quando as negociações atingiram R$ 54,7 bilhões, superando o recorde anterior de R$ 51,8 bilhões registrado no fim de 2024.
A maior parte do volume passou por corretoras brasileiras. Apenas em novembro, plataformas locais movimentaram R$ 35,2 bilhões, consolidando sua relevância no ecossistema nacional.

Crescimento da base de investidores acelera no Brasil
O aumento no volume negociado acompanhou a expansão da base de usuários. Em agosto de 2025, o número de CPFs ativos em plataformas cripto ultrapassou 5,16 milhões.
Ao mesmo tempo, o número de empresas no setor também cresceu de forma expressiva. Os CNPJs ativos chegaram a 116 mil, quase quatro vezes acima do registrado em meados de 2024.
Esse movimento indica maior profissionalização do mercado. Empresas passaram a operar com mais intensidade, tanto em estratégias de investimento quanto em uso operacional de ativos digitais.
Apesar da expansão, a concentração de capital ainda se mantém desigual. Dados mostram que 87,32% do volume declarado em novembro pertenceu a investidores homens.
Por outro lado, a participação feminina segue em crescimento. As mulheres responderam por 29,7% das operações no mesmo período, sinalizando maior diversificação no perfil dos investidores.
Fluxo internacional ainda é limitado, mas relevante
Mesmo com a dominância das corretoras nacionais, parte do capital circulou fora do país. Pessoas jurídicas movimentaram R$ 9,5 bilhões em exchanges estrangeiras ao longo do período analisado.
Já investidores pessoas físicas mantiveram participação menor no exterior. O volume declarado fora do Brasil somou R$ 235 milhões, indicando preferência por plataformas locais.
Esse comportamento reflete fatores como regulação, facilidade de acesso e integração com o sistema financeiro brasileiro.
Assim, os dados surgem em um momento de mudanças no ambiente regulatório. A Receita Federal já prepara novas exigências para investidores a partir de 2026.
Além disso, as medidas devem ampliar o nível de detalhamento nas declarações e fortalecer a fiscalização sobre operações com criptoativos.
Com isso, o tema deve ganhar ainda mais relevância nos próximos meses. Especialistas apontam que o aumento da transparência pode consolidar o mercado, mas também elevar o custo de conformidade.

