- Expansão da USAT amplia acesso global ao dólar digital
- Celo fortalece uso mobile e pagamentos com stablecoins
- Integração reforça transparência e avanço regulatório no setor
A Tether ampliou o alcance da stablecoin USAT ao anunciar sua integração com a rede Celo, uma solução de camada 2 do Ethereum. A movimentação marca um avanço relevante na estratégia de expansão de dólares digitais regulados fora da rede principal.
A novidade coloca a USAT como uma alternativa mais acessível e escalável, especialmente em ambientes com forte uso mobile. Ao mesmo tempo, reforça a competição no mercado de stablecoins.
A stablecoin, emitida pela Anchorage Digital e voltada ao mercado americano, já operava no Ethereum. Agora, passa a funcionar também na infraestrutura da Celo.
Além disso, o lançamento contou com suporte do Google Cloud, que fornece parte da infraestrutura técnica para viabilizar a operação na nova rede.
Expansão mira uso global e pagamentos móveis
A chegada da USAT à Celo ocorre em um momento de forte crescimento do uso de stablecoins em mercados emergentes. Esse movimento impulsiona soluções com foco em acessibilidade.
Segundo Paolo Ardoino, CEO da Tether, mais de 566 milhões de pessoas utilizam o USDT globalmente. Esse número reforça a demanda por dólares digitais.
Com isso, a empresa aposta que a expansão para a Celo ampliará o acesso a sistemas financeiros mais eficientes e programáveis.
Ao mesmo tempo, a Celo se destaca por seu foco em dispositivos móveis. A rede conta com cerca de 14 milhões de usuários da carteira Opera MiniPay.
Essa base permite que a USAT alcance usuários que dependem exclusivamente de smartphones para acessar serviços financeiros.
Além disso, a stablecoin poderá ser utilizada como moeda para pagamento de taxas de transação (gás), o que aumenta sua utilidade dentro do ecossistema.
Infraestrutura regulada e integração com identidade digital
A implementação técnica inclui um sistema que permite acesso à USAT por meio de verificação de identidade com foco em privacidade. A solução foi desenvolvida com a Self e o Google Cloud.
Esse modelo busca equilibrar conformidade regulatória e proteção de dados, um dos principais desafios do setor cripto atualmente.
De acordo com Rene Reinsberg, CEO da Celo, a integração representa uma validação da infraestrutura construída ao longo dos últimos anos.
Ele destacou que a escolha da Celo para essa expansão mostra a confiança da Tether na rede como base para aplicações financeiras escaláveis.
Além disso, a iniciativa reforça a tendência de integração entre blockchain, identidade digital e infraestrutura corporativa.
No campo financeiro, a USAT apresentou dados recentes de lastro. Um relatório da Deloitte indicou US$ 17,6 milhões em reservas, sustentando cerca de US$ 17,5 milhões em tokens.
As reservas incluem dinheiro em caixa e títulos do Tesouro dos Estados Unidos, o que fortalece a percepção de segurança do ativo.
Enquanto isso, a Tether também avançou em sua própria transparência. A empresa afirmou ter contratado uma das quatro maiores auditorias globais.
Segundo informações divulgadas posteriormente, a KPMG deve conduzir o processo, embora a Tether não tenha confirmado oficialmente o nome.
Com isso, a expansão da USAT para a Celo não apenas amplia o alcance da stablecoin, mas também reforça a busca por maior credibilidade e adoção institucional no setor cripto.

