- Dezembro lidera expectativa de alta do Bitcoin
- Mercado aposta em rally forte no quarto trimestre
- Curto prazo fraco, mas tendência anual segue positiva
O mercado de criptomoedas começa abril com uma leitura mais clara sobre o comportamento do Bitcoin ao longo de 2026. Ainda que o curto prazo apresente volatilidade, os dados indicam uma tendência consistente, investidores apostam em uma alta mais forte no fim do ano.
As informações mais recentes dos mercados de previsão mostram que o Bitcoin (BTC) pode concentrar seu melhor desempenho nos últimos meses do ano. Esse movimento não surge por acaso e segue padrões históricos já conhecidos.
Dados de mercado apontam dezembro como mês mais promissor
Os dados da plataforma Polymarket revelam que dezembro lidera as expectativas, com 16% de probabilidade de ser o melhor mês para o Bitcoin em 2026. Logo atrás aparecem outubro e novembro, com 15% cada.

Na sequência, setembro surge com 12%, enquanto junho, julho e agosto registram 10% cada. Já os meses iniciais mostram menor confiança, com abril em 9%, maio em 8% e março em apenas 1%.
Além das probabilidades, o volume financeiro reforça essa visão. Novembro lidera com US$ 16.561, seguido por dezembro com US$ 11.232. Em seguida aparece outubro com US$ 5.608.
Por outro lado, meses como maio e junho apresentam volumes próximos de US$ 5.000, o que indica menor convicção em movimentos de alta no curto prazo.
Com isso, o mercado começa a precificar um cenário de alta tardia, porém mais intensa, com o impulso ganhando força a partir de setembro e acelerando no último trimestre.
Sazonalidade histórica reforça tendência, mas riscos permanecem
Historicamente, o quarto trimestre é o período mais forte para o Bitcoin. Desde 2013, os retornos médios variam entre 77% e 85%, superando amplamente outros períodos do ano.

Dentro desse intervalo, outubro costuma registrar alta média de 21%, enquanto novembro chega a 46%, impulsionado por fatores como rebalanceamento de portfólios e aumento da atividade institucional.
Apesar disso, dezembro apresenta resultados mais mistos, o que indica que, mesmo sendo promissor, o mês pode trazer volatilidade adicional.
Esse comportamento também se conecta com ciclos maiores do mercado, especialmente os períodos pós-halving, quando o Bitcoin tende a ganhar tração no fim do ano.
No entanto, esse padrão não é garantido. Em 2025, por exemplo, o Bitcoin caiu 23% no quarto trimestre, mostrando que fatores macroeconômicos podem sobrepor tendências históricas.
Preço atual ainda indica fraqueza no curto prazo
Mesmo com expectativas positivas, o cenário atual ainda exige cautela. O Bitcoin iniciou abril com leve recuperação, mas permanece abaixo de níveis importantes.
No momento, o ativo é negociado a US$ 68.290, com alta de 1% nas últimas 24 horas, mas ainda acumula queda superior a 4% na semana.

O preço também segue abaixo da média móvel simples de 50 dias, em US$ 69.191, o que indica dificuldade em sustentar um movimento de alta consistente.
Além disso, a distância para a média móvel de 200 dias, em US$ 91.046, continua ampla, reforçando uma estrutura mais fraca no longo prazo.
O RSI de 14 dias está em 48, mostrando um mercado neutro, sem pressão significativa de compra ou venda.
Diante desse cenário, o mercado sinaliza um consenso crescente, o curto prazo pode continuar instável, mas o foco dos investidores está nas criptomoedas promissoras e uma possível explosão de preço no fim de 2026.

