- Hack da Drift Protocol movimentou cerca de US$ 270 milhões.
- Circle diz que só congela fundos com ordem legal.
- Críticas apontam demora enquanto milhões circularam entre redes.
A Circle afirmou que não congelou USDC roubado no ataque à Drift Protocol porque depende de ordens legais.
O caso reacendeu críticas sobre a velocidade de resposta em hacks cripto.
Circle defende limites legais para congelamento de fundos
A empresa respondeu após críticas do investigador onchain ZachXBT, ele afirmou que grandes valores circularam sem intervenção durante o ataque.
Segundo a Circle, o congelamento não é uma decisão arbitrária, portanto, a empresa só age quando há exigência formal da lei.
O diretor de estratégia, Dante Disparte, reforçou essa posição:
“Quando congelamos USDC, não é por decisão unilateral. É porque a lei exige.”
Além disso, o executivo destacou um dilema do setor, as mesmas regras que protegem usuários também limitam respostas rápidas em crises.
Durante o ataque de 1º de abril, fundos migraram entre redes, por exemplo, valores passaram de Solana para Ethereum via CCTP, sem bloqueio imediato.
Pressão por regras mais rápidas cresce após o caso
Diante disso, a Circle defende mudanças regulatórias, a empresa quer mecanismos legais mais ágeis para agir em tempo real.
Disparte citou propostas como o GENIUS Act e o CLARITY Act. Segundo ele, essas leis podem padronizar respostas rápidas sem risco de abuso.
Além disso, autoridades dos EUA já avançam nesse tema, o Tesouro trabalha em regras, enquanto o FDIC aprovou propostas recentes.
Em paralelo, a Circle também mira o Reino Unido, a empresa sugere combinar regras europeias com modelos dos EUA para atrair o setor.
Entretanto, críticos seguem céticos, eles apontam que centenas de milhões circularam durante o ataque. Por isso, questionam se a estrutura atual é suficiente.
O que muda para o mercado de stablecoins
O episódio expõe um ponto sensível das stablecoins, elas prometem controle e segurança, mas enfrentam limites legais em emergências.
Portanto, o debate deve crescer, reguladores e empresas precisam equilibrar agilidade e proteção contra abusos.
No fim, o caso Drift pode acelerar mudanças, regras mais claras tendem a definir como emissores agirão em futuros ataques.

