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Web3

Aave busca liberação de US$ 71 milhões travados após hack do Kelp DAO

Por Maicom Henrique
Atualizado em: 04/05/2026
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Aave busca liberação de US$ 71 milhões travados após hack do Kelp DAO
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  • Protocolo Aave pede desbloqueio de fundos congelados na rede Arbitrum
  • Credores alegam ligação com Coreia do Norte para apreender ativos
  • Hack do Kelp DAO causou perdas de US$ 290 milhões em abril

Uma disputa judicial em Nova York coloca em xeque US$ 71 milhões em criptomoedas congeladas na rede Arbitrum. O protocolo Aave entrou com pedido na corte federal americana para liberar os fundos, argumentando que pertencem a seus usuários e não podem ser confiscados com base em alegações sobre hackers norte-coreanos.

O caso tem origem no exploit sofrido pelo Kelp DAO em abril, quando atacantes exploraram vulnerabilidades no sistema de ponte entre blockchains. Os criminosos criaram tokens rsETH falsos e conseguiram tomar emprestado cerca de US$ 290 milhões em ativos digitais.

Na petição protocolada segunda-feira, a Aave destacou que equipes de diversos protocolos DeFi trabalharam ininterruptamente numa operação conhecida como “DeFi United” para recuperar os fundos e restaurar a estabilidade do ecossistema. O documento enfatiza que o congelamento ordenado pela corte está impedindo o retorno dos valores aos usuários legítimos.

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Credores buscam vincular ativos à Coreia do Norte

Do outro lado da disputa estão credores que possuem sentenças não pagas contra a Coreia do Norte. Eles afirmam que o Lazarus Group, notório grupo hacker ligado ao regime norte-coreano, provavelmente executou o ataque. Com base nessa alegação, buscam classificar os fundos congelados como propriedade norte-coreana passível de apreensão.

A Aave rebate veementemente essa linha de argumentação. “As queixas dos requerentes contra a Coreia do Norte podem ser legítimas”, afirma o documento judicial.

“Mas a Aave rejeita categoricamente a noção de que essas queixas podem ser resolvidas restringindo e apreendendo ativos que pertencem a terceiros completamente inocentes.”

O protocolo protege investidores ao argumentar que seus usuários não têm qualquer conexão com as atividades ilícitas ou com o regime norte-coreano. A empresa solicitou que, caso o congelamento seja mantido, o tribunal obrigue os requerentes a depositar uma garantia de pelo menos US$ 300 milhões.

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Impacto no mercado DeFi se agrava

O exploit inicial desencadeou uma corrida bancária digital. Usuários sacaram bilhões de dólares em questão de horas, pools de empréstimos atingiram capacidade máxima e muitos investidores ficaram impossibilitados de acessar seus depósitos. O Conselho de Segurança do Arbitrum congelou aproximadamente 30.766 ETH, equivalentes aos US$ 71 milhões em disputa.

Para mitigar os danos, grandes players do mercado DeFi uniram forças. Consensys, Lido, Compound e a Avalanche Foundation participaram do esforço de recuperação, levantando mais de US$ 300 milhões para ajudar a restaurar o valor do rsETH e cobrir perdas decorrentes do hack.

A Aave também questiona na petição se o Arbitrum DAO pode sequer se enquadrar como entidade legal nos termos propostos pelos requerentes. Essa questão processual adiciona camadas de complexidade ao caso e pode influenciar como o sistema judicial americano trata organizações autônomas descentralizadas.

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Precedente jurídico pode afetar recuperações futuras

O desfecho deste caso estabelecerá importantes precedentes para o setor. A decisão da corte determinará se fundos recuperados após hacks podem desviar recursos de usuários legítimos para satisfazer julgamentos antigos contra países sancionados. Isso criaria um novo vetor de risco para protocolos DeFi e seus usuários.

Os advogados da Aave foram diretos em sua crítica, “O objetivo da Notificação de Restrição contra o Arbitrum DAO não é auxiliar nos esforços globais de recuperação para ajudar as vítimas do protocolo Aave. Pelo contrário, faz exatamente o oposto.”

Enquanto a identidade dos hackers permanece incerta, o impacto continua reverberando pelo ecossistema DeFi. A manutenção do congelamento prejudica não apenas os usuários diretos da Aave, mas pode afetar a confiança em todo o setor de finanças descentralizadas. A decisão judicial nas próximas semanas será observada atentamente por toda a indústria cripto.

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TagsAaveDeFiEthereumEUAHacker
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Maicom Henrique
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