- Bitcoin recua a US$ 80.500 após nova rejeição na média móvel de 200 dias
- Quedas anteriores no mesmo ponto técnico chegaram a 36% no preço do BTC
- Modelo de suporte vitalício projeta piso entre US$ 46.760 e US$ 57.110
O Bitcoin voltou a esbarrar em uma barreira técnica que já provocou tombos expressivos no ativo nos últimos 12 meses. Nesta segunda-feira, o BTC caiu 2,25% e operou perto de US$ 80.500, devolvendo a alta acumulada durante a madrugada. O movimento desfez a tentativa de rompimento da média móvel exponencial de 200 dias, indicador acompanhado de perto por traders institucionais.
A linha está situada em torno de US$ 82.580 e funciona como teto desde novembro de 2025. Cada rejeição anterior nesse patamar antecedeu correções de 25% e 36%, com média próxima de 30%. Se o padrão se repetir, o preço pode buscar a faixa dos US$ 56.600 nas próximas semanas.
A queda recente apaga parte da recuperação de cerca de 40% iniciada a partir das mínimas de fevereiro. O analista Brett afirmou em publicação no X que a superação decisiva da EMA de 200 dias seria, em suas palavras, “o fim dos ursos”. O cenário, porém, depende de uma virada que o gráfico ainda não confirma.
Modelo de suporte vitalício projeta piso
Assim, um novo modelo divulgado pelo analista PlanC, batizado de Bitcoin Lifetime Support Model, posiciona a banda superior de suporte estrutural em US$ 57.110. O piso da faixa fica em torno de US$ 46.760. Além disso, o cálculo combina a média móvel simples histórica do BTC com EMAs múltiplas, aplicando uma banda de 10% sobre o resultado.
Zonas semelhantes funcionaram como chão em mercados de baixa anteriores. A coincidência com a projeção de queda de 30% a partir da EMA de 200 dias reforça o intervalo entre US$ 50 mil e US$ 57 mil como referência caso a pressão vendedora se mantenha. Um padrão gráfico de bandeira de baixa ainda não resolvido sugere risco adicional de perda dos US$ 60 mil no curto prazo.
Sinal de fundo de ciclo ainda em jogo
Assim, apesar do quadro técnico desfavorável no curto prazo, o gráfico semanal apresenta um sinal historicamente associado a fundos de ciclo. O Bitcoin saltou mais de 38% após testar a média móvel simples de 200 semanas, posicionada perto de US$ 61.000. Esse mesmo indicador marcou os fundos do mercado de baixa de 2018 e da queda relâmpago de março de 2020.
Em ambos os episódios, o ativo flertou com a linha antes de retomar caminho rumo à média de 50 semanas. Se o fractal se repetir, o próximo alvo de alta ficaria próximo de US$ 94.700, cerca de 17% acima do preço atual. Além disso, o movimento ganharia respaldo nos fundamentos: dados recentes mostram baleias absorvendo o equivalente a quase 500% da emissão diária de novos BTC. Esse cenário de retenção foi detalhado na nossa cobertura sobre supply travado em holders de longo prazo, condição que historicamente reduz a oferta líquida disponível em corretoras.
A decisão de mercado, portanto, gira em torno de um único ponto: romper ou não os US$ 82.580. A direção que sair desse impasse define se o investidor enfrentará uma queda adicional próxima dos US$ 56 mil ou se o piso de US$ 80 mil servirá como rampa para retomada. Quem acompanha derivativos pode encontrar pistas em leituras alternativas do gráfico que apontam riscos ainda maiores.


