BlackRock envia 7.048 BTC à Coinbase Prime e movimenta US$ 517 milhões

  • BlackRock movimentou 7.048 BTC para a Coinbase Prime em transação única
  • Operação equivale a US$ 517 milhões e marca maior saída diária da gestora
  • Bitcoin recua 2,4% nas últimas 24 horas e opera perto de US$ 73 mil

A BlackRock realizou nesta semana o maior depósito diário de Bitcoin de sua história na Coinbase Prime. Foram 7.048 BTC enviados em uma única janela, equivalentes a aproximadamente US$ 517 milhões na cotação do momento da transferência. A movimentação foi identificada pelo serviço de monitoramento on-chain Lookonchain e expõe um fluxo incomum para a maior gestora de ativos do mundo.

O envio acontece em um momento delicado para o mercado. O Bitcoin é negociado a US$ 72.713,93 (cerca de R$ 370 mil), com queda de 2,4% nas últimas 24 horas. Ethereum recua 3,8%, Solana cede 3,2% e a maioria das principais altcoins opera no vermelho. O cenário sugere que o depósito pode estar associado a resgates no iShares Bitcoin Trust (IBIT), fundo da gestora que precisa entregar BTC ao mercado quando há saídas líquidas.

Como funciona o fluxo do IBIT

Quando o IBIT registra saídas líquidas, a BlackRock precisa enviar Bitcoin para a custódia da Coinbase, que atua como provedora oficial do ETF. Market makers autorizados podem receber esse BTC e processar os resgates. Por isso, depósitos grandes em corretora costumam preceder pressão vendedora ou, ao menos, sinalizar redistribuição de liquidez entre participantes institucionais.

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A leitura, porém, não é unânime. Parte dos analistas on-chain interpreta o movimento como rotação operacional troca de custódia interna ou rebalanceamento de cestas de criação e resgate. Outros veem como confirmação de que o ciclo de captação acelerada do IBIT, que dominou 2024 e 2025, perdeu fôlego no curto prazo. O fato é que, somado às quedas recentes, o depósito reforça o tom defensivo do mercado.

Impacto no mercado brasileiro

Para o investidor brasileiro, o movimento da BlackRock tem efeito direto. Os BDRs de ETFs de Bitcoin listados na B3 acompanham o desempenho dos fundos americanos com defasagem de poucas horas. Saídas relevantes do IBIT pressionam tanto a cotação do BTC em dólar quanto o ativo equivalente em reais, agravadas pelo câmbio o USD/BRL está em R$ 5,0597.

Plataformas como Mercado Bitcoin, Foxbit e Bitso costumam ver aumento de volume em momentos como este, com traders locais tentando capturar o spread entre exchanges internacionais e brasileiras. Além disso, dados anteriores mostram que ETFs spot de Bitcoin acumulam saídas bilionárias nas últimas semanas, o que coloca o depósito da BlackRock dentro de uma tendência mais ampla de desalavancagem institucional.

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Contexto histórico da operação

Vale lembrar que a BlackRock construiu, em pouco mais de dois anos, uma das maiores tesourarias passivas de Bitcoin do planeta via IBIT. O fundo chegou a superar fundos tradicionais de ouro em ativos sob gestão e se tornou referência para outras gestoras. Por isso, qualquer fluxo grande envolvendo a Coinbase Prime endereço operacional do ETF vira termômetro do apetite institucional.

Operações desse porte também já ocorreram em sentido oposto. Em janelas de forte demanda, a BlackRock chegou a comprar mais de 10 mil BTC em um único dia. A diferença agora é o sinal, dinheiro saindo do ETF, não entrando. Esse padrão se alinha à leitura de Cathie Wood sobre instituições aproveitando a queda, mas com nuance nem toda gestora opera comprada o tempo todo.

O que observar nos próximos dias

Três indicadores merecem atenção. Primeiro, o fluxo líquido diário dos ETFs spot americanos, divulgado pela Farside Investors no fim de cada pregão. Segundo, a movimentação de baleias monitoradas por serviços on-chain repetições do padrão visto na migração de carteiras antigas para a Coinbase tendem a antecipar pressão vendedora. Terceiro, o comportamento da Strategy de Michael Saylor, que pausou compras recentes e adiciona incerteza ao lado comprador institucional.

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Enquanto isso, a Coinbase Prime segue como ponto de convergência da liquidez institucional cripto nos Estados Unidos. Cada transferência relevante na plataforma se torna dado público, escrutinado em tempo real por traders ao redor do mundo incluindo o crescente público brasileiro de ETFs cripto.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.