Circle emite 1 bilhão de USDC na Solana e atinge 3,5 bilhões na semana

  • Circle minta novo lote de 1 bilhão de USDC na Solana em 16 de junho
  • Emissão semanal na rede chega a 3,5 bilhões de tokens, segundo a Lookonchain
  • Movimentação reforça papel da Solana como trilho central para liquidez em dólar

A Circle emitiu mais 1 bilhão de USDC na rede Solana nesta segunda-feira, 16 de junho, segundo dados divulgados pela plataforma de rastreamento Lookonchain. Com a nova rodada, o total cunhado pela companhia na blockchain nos últimos sete dias chegou a 3,5 bilhões de tokens.

A operação não veio acompanhada de comunicado público específico da emissora. Mesmo assim, o ritmo chama atenção: três bilhões e meio em uma semana é volume comparável a períodos de forte demanda institucional registrados no passado, quando exchanges precisavam reforçar liquidez para acomodar fluxos relevantes de negociação ou liquidação.

Vale entender o que essas emissões significam, na prática. Cunhar USDC não equivale a comprar criptomoedas. O processo apenas aumenta o estoque de tokens lastreados em dólar disponível para uso na rede. O destino pode variar, rebalanceamento de tesouraria de exchanges, demanda por pagamentos, preparação para fluxos de settlement ou simples reposição de inventário em pools de liquidez.

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Solana vira trilho preferido para dólar on-chain

A escolha da Solana para essa cunhagem não é casual. Com taxas baixas e confirmações rápidas, a rede se firmou como uma das principais infraestruturas para movimentação de stablecoins. Hoje, o USDC circula por trading, DeFi, pagamentos e remessas internacionais e cada um desses casos de uso pressiona a demanda por novos tokens.

A Circle reforça que o USDC é totalmente lastreado e resgatável 1 para 1 em dólares. O stablecoin opera em dezenas de redes, mas a Solana tem ganhado participação relevante nesse mix. Segundo dados da própria página oficial da Circle, o token está disponível em mais de uma dúzia de blockchains, com Solana entre as de maior atividade.

Para o investidor brasileiro, o ponto importante é outro. Exchanges locais que oferecem pares em USDC incluindo Binance, Bitget e MercadoBitcoin dependem dessa liquidez global para precificação. Quando a Circle injeta volume desse porte, as cotações dolarizadas em reais tendem a ganhar profundidade nos books locais, reduzindo o spread em operações de stablecoin x BRL.

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Transferência de 4 bilhões via HyperEVM amplia cenário

A movimentação na Solana acontece dias depois de outra operação ainda maior. A Circle transferiu aproximadamente 4,397 bilhões de USDC para um endereço ligado à Coinbase via HyperEVM, segundo a empresa de análise Arkham. O fluxo foi descrito como a maior transação individual de USDC já registrada.

O destino tem explicação técnica, a Coinbase atua como tesouraria oficial de USDC dentro do ecossistema Hyperliquid, uma das exchanges descentralizadas que mais cresceram em volume nos últimos meses. O HYPE acumula valorização expressiva no período e usa USDC como ativo central de colateral e settlement.

Os dois movimentos somados Solana e HyperEVM apontam para algo mais amplo do que reposição pontual de estoque. A oferta de USDC está sendo distribuída em paralelo por múltiplas redes, sinalizando que a demanda por dólar tokenizado está se descentralizando entre venues de trading, aplicações DeFi e trilhos de pagamento.

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Movement e uso em pagamentos globais

A Circle também usou a semana para destacar parceria com o protocolo Movement, blockchain baseada na linguagem Move e desenhada para pagamentos transfronteiriços de baixo custo. O ecossistema utilizará o USDCx, um derivativo totalmente lastreado em USDC, para liquidação on-chain de remessas e acesso ao dólar em mercados emergentes.

Em publicação no X, a emissora afirmou que a estrutura permite “modernizar finanças transfronteiriças”. O posicionamento conecta a tese de stablecoin a um caso de uso fora do trading puro pauta sensível em países como o Brasil, onde remessas internacionais e dolarização informal seguem caminhos paralelos ao sistema bancário tradicional.

Esse movimento ocorre em meio à expansão do mercado de stablecoins em outras jurisdições. Recentemente, o XRP Ledger entrou no top 15 em volume de stablecoins, enquanto reguladores como o Banco Central de Gana endurecem regras sobre custódia em dólar. A cunhagem agressiva da Circle reforça a disputa por liderança nesse segmento, hoje dominado pelo USDT da Tether.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.