- ADA negocia a US$ 0,1607 e sai do top 10 por capitalização
- Token acumula perda de 73% em 12 meses e 53% no ano
- Ali Martinez projeta queda adicional até US$ 0,13 após rompimento de bandeira
O Cardano (ADA) voltou a operar em níveis que não eram vistos desde dezembro de 2020, pouco antes do rali que levou o token à máxima histórica de US$ 3,10. A criptomoeda fundada por Charles Hoskinson está negociada a US$ 0,1608 (R$ 0,83), com queda de 3,2% em 24 horas, segundo dados de mercado consolidados em tempo real.
A perda de valor é severa em todas as janelas. ADA cai 35% no mês, 53% no acumulado de 2026 e 73% em 12 meses. O recuo tirou o ativo do top 10 por capitalização e o empurrou para a 16ª posição entre as principais criptomoedas uma queda de status que já preocupa stake pool operators e validadores brasileiros que mantêm posições delegadas na rede.
Zona de suporte reativa leitura técnica
A faixa entre US$ 0,15 e US$ 0,16 é apontada por analistas técnicos como uma das regiões mais relevantes do gráfico semanal do ADA. Foi nesse intervalo que compradores apareceram em ciclos anteriores, inclusive antes da disparada de quase 1.838% entre o fim de 2020 e setembro de 2021.
Caso o suporte segure, os alvos imediatos de resistência ficam em US$ 0,2243, US$ 0,3136 e US$ 0,4488. Cada uma dessas marcas representa zonas de oferta deixadas por correções passadas. A perda do piso atual, por outro lado, abre caminho para liquidez em níveis mais baixos, com risco de aceleração das vendas em meio ao ambiente macro hostil o Fed manteve os juros em patamar restritivo e adotou tom hawkish na reunião comandada por Kevin Warsh.
Martinez projeta queda até 13 centavos
O analista Ali Martinez identificou o rompimento de uma figura técnica de bandeira de baixa que vinha se formando desde o início de junho. A queda de quase 30% entre os dias 3 e 16 do mês formou o mastro do padrão, enquanto a consolidação seguinte completou a bandeira.
Com o ADA já abaixo de US$ 0,17, Martinez aponta US$ 0,13 como próximo alvo de baixa. Em projeção mais agressiva divulgada em 4 de junho, o analista mencionou cenários de US$ 0,11 e até US$ 0,051 estimativas feitas logo após Hoskinson anunciar pausa em suas atividades públicas, episódio que pressionou ainda mais o token.
Hoskinson defende Leios e comunidade
Em meio à pressão vendedora, o fundador tem tentado redirecionar o foco para o roadmap técnico. Hoskinson destacou o avanço do testnet do Leios, atualização de escalabilidade que promete elevar o throughput da rede, e citou o projeto Midnight como vetor de expansão para casos de uso fora do nicho cripto tradicional.
O argumento de Hoskinson é que a maior força do Cardano não está no token nem na arquitetura atual, mas na comunidade. A tese contrasta com a leitura crua dos gráficos. Em declarações recentes, o fundador prometeu que o projeto superaria o Bitcoin no longo prazo fala que ecoou mal entre investidores brasileiros vendo o ADA evaporar 70% em um ano.
Sssebi cita rali de Trump como base otimista
Do lado comprado, o stake pool operator conhecido como Sssebi lembra que o ADA dobrou de US$ 0,60 para US$ 1,20 no ano passado após Donald Trump incluir o Cardano em planos de uma reserva estratégica cripto. Para ele, a volta aos US$ 3 pode ocorrer mais rápido do que o mercado precifica caso o sentimento vire.
O cenário, no entanto, depende de catalisadores ausentes hoje. Não existe pedido formal para ETF spot de Cardano, enquanto a SEC prioriza análises de XRP, Solana e Litecoin. Na B3, investidores acessam Bitcoin e Ethereum por ETFs, enquanto Cardano segue restrito às exchanges cripto.