Bitcoin mira US$ 59 mil com US$ 4 bilhões em longs alavancados na mira

  • Bitcoin opera perto de US$ 63 mil após rejeição em médias móveis de 50 e 100 dias
  • Cerca de US$ 4 bi em longs alavancados se concentram na zona de US$ 59 mil
  • Depósitos de investidores médios em exchanges caem ao menor nível desde 4 de abril

O Bitcoin voltou a flertar com a mínima do ano e desenhou um cenário em que a próxima parada técnica pode ser uma varredura de liquidez abaixo de US$ 59.000. A tentativa de recuperação iniciada nos últimos dias fracassou antes de tocar a faixa de US$ 67.500 a US$ 70.500, e os vendedores retomaram o comando do gráfico de quatro horas.

No momento, o BTC é negociado em US$ 63.001, ou cerca de R$ 325 mil, com alta marginal de 0,5% nas últimas 24 horas. O movimento, porém, mascara um quadro técnico mais frágil, a perda do canal ascendente confirmou um rompimento baixista de estrutura, e as médias móveis exponenciais de 50 e 100 dias passaram a operar como teto.

Gráfico Bitcoin
Fonte: coinmarketcap

Liquidez de US$ 4 bilhões trava zona de US$ 59 mil

O ponto que organiza as apostas dos traders é o mapa de liquidações. Dados acompanhados por operadores do mercado mostram cerca de US$ 4 bilhões em posições compradas alavancadas empilhadas no entorno de US$ 59 mil. Uma perda dessa faixa tende a forçar liquidações em cascata, varrer longs tardios e abrir espaço para um repique técnico.

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Antes desse piso, o gráfico aponta um suporte intermediário em US$ 60.700, que funciona como bolsão interno de liquidez. Acima, o próximo grande conglomerado de ordens está em torno de US$ 68.000, com mais de US$ 4,75 bilhões em posições acumuladas o alvo natural caso o mercado consiga reverter o movimento.

O índice de força relativa (RSI) reforça o argumento de exaustão. O indicador aproxima-se da sobrevenda e uma nova queda pode anteceder repiques após eventos intensos de liquidação. A leitura combina com o que métricas on-chain da Glassnode vêm mostrando, as perdas realizadas estão recuando mesmo com o preço comprimido.

Killa e LP pedem cautela com viés baixista

O analista Killa argumenta que o Bitcoin pode antecipar a poça de liquidez abaixo de US$ 60 mil sem necessariamente varrê-la por completo. Ele compara o cenário ao que ocorreu em outubro de 2025, quando o ativo se antecipou à liquidez acima de US$ 140 mil e mudou de direção antes que o gatilho fosse acionado.

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O trader LP, alertou que ficar “baixista demais” neste ponto é arriscado. Ele projeta um fundo até junho, reforçando a expectativa de capitulação seguida por retomada do mercado. A leitura ecoa cálculos de Brian Armstrong, da Coinbase, que enxerga US$ 60 mil como piso estrutural.

Depósitos em exchanges recuam ao menor nível desde abril

Do lado do fluxo, há um contrapeso relevante. Amr Taha registrou, em 19 de junho, a menor entrada de Bitcoin por investidores médios desde abril. A Binance recebeu cerca de 3.500 BTC, a Coinbase aproximadamente 3.000 BTC e a Coinbase Prime perto de 1.700 BTC.

Depósitos em exchanges são leitura clássica de intenção de venda. Quando caem, sinalizam que menos moedas estão sendo posicionadas para liquidação imediata. Isso não cria demanda nova, mas alivia uma das fontes de pressão vendedora justamente no momento em que o preço testa a região de mínima anual.

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Para o investidor brasileiro, o contexto vem somado a duas variáveis locais que pesam na decisão, o corte da Selic para 14,25%, que reduz o custo de oportunidade da renda fixa, e a postura hawkish do Fed sob Kevin Warsh, que limita o apetite por risco em dólar. Em reais, o Bitcoin permanece próximo de R$ 320 mil, nível defendido como suporte psicológico relevante.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.