Tom Lee rebate alerta de US$ 30 milhões e diz que Ethereum tem ‘zero chance’ de crise

  • Tom Lee afirma que Ethereum tem ‘zero chance’ de crise de financiamento
  • Ex-coordenador da Ethereum Foundation aponta rombo anual de US$ 30 milhões
  • BitMine acumula 5,4 milhões de ETH e 4,5% do supply circulante

O debate sobre quem vai pagar a conta do desenvolvimento do ethereum ganhou novo capítulo público. Tom Lee, presidente da BitMine Immersion Technologies, descartou nesta semana qualquer risco de colapso no financiamento da segunda maior blockchain por valor de mercado. A resposta veio depois que um ex-coordenador da Ethereum Foundation estimou um déficit anual de US$ 30 milhões nos próximos trimestres.

“Na minha opinião, zero chance dessa ‘crise’ acontecer no $ETH”, escreveu Lee no X, repetindo a palavra “zero” e encerrando com a expressão “Funding secured”.

A frase foi usada pelo bilionário Elon Musk em 2018 ao falar do fechamento de capital da Tesla, e virou meme no mercado financeiro.

Do outro lado da discussão está Trent Van Epps, que coordenou o desenvolvimento do protocolo e o esforço de captação do Protocol Guild até abril de 2026. Em publicação assinada na semana, ele afirmou que a manutenção da rede mais de dez times de clientes, pesquisadores e grupos de coordenação custa cerca de US$ 30 milhões ao ano. As principais fontes desse orçamento, segundo ele, estão minguando ao mesmo tempo, sem substituto definido.

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BitMine acumula 5,4 milhões de ETH

A defesa de Lee não é desinteressada. A BitMine é hoje a maior tesouraria corporativa de Ether do mundo, com cerca de 5,4 milhões de ETH aproximadamente 4,5% do supply circulante, segundo dados rastreados pelo CoinGecko. A companhia mantém 85% desse estoque em staking por meio de validadores próprios, com projeção de mais de US$ 230 milhões anuais em recompensas.

O ETH negocia a US$ 1.700,60 (cerca de R$ 8.773,95) nesta sexta-feira (19), acumula queda de 0,7% nas últimas 24 horas e recuo próximo de 20% em 30 dias. O cenário enfraquecido amplia o peso político do debate sobre financiamento, justamente quando a rede prepara o upgrade Glamsterdam, descrito como a maior atualização desde a fusão de 2022.

Gráfico Ethereum
Fonte: coinmarketcap

Para o investidor brasileiro, a discussão importa porque exchanges locais como Mercado Bitcoin, Foxbit e Binance Brasil já oferecem produtos de staking de ETH atrelados a validadores institucionais. Um cenário em que a manutenção do protocolo migra das mãos da fundação para tesourarias corporativas como BitMine reforça a centralização operacional algo que pode ser questionado pelo Banco Central em discussões futuras sobre custódia e staking institucional.

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Saídas na fundação pressionam tese de Lee

O alerta de Van Epps coincidiu com a saída de Hsiao-Wei Wang da codireção executiva e do board da Ethereum Foundation. A executiva deixa Bastian Aue praticamente sozinho no comando. Em 2026, ao menos oito pesquisadores seniores e contribuidores se desligaram, somando-se à renúncia do também codiretor Tomasz Stańczak, em fevereiro.

A fundação afirma que seu tesouro permanece solvente no médio prazo. Em junho de 2025, ela anunciou um plano para reduzir o gasto anual de 15% do tesouro para uma base de 5% no estilo endowment até 2030. O Client Incentive Program expirou em abril de 2026 e a rede ainda não anunciou substituto.

Política ‘Subtraction’ divide comunidade

Van Epps liga o rombo à filosofia Subtraction, vigente desde 2019 e reforçada no Mandato de março de 2026. A diretriz prevê que a fundação reduza sua influência relativa para que o ecossistema se desenvolva sem depender dela. Vitalik Buterin, cofundador da rede, já declarou que a entidade nunca foi pensada como guardiã eterna do protocolo.

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Lee aposta justamente nessa transição. Para ele, validadores corporativos lucrativos como a própria BitMine vão preencher o vácuo deixado pela fundação. A tesoureira comprou 126.971 ETH em junho e construiu posições via mercado aberto e negociações OTC. O executivo, também cofundador da Fundstrat Global Advisors, mantém alvo de longo prazo de US$ 250 mil por ETH. Van Epps afirma que instituições substitutas ainda não existem em escala e o impasse pode afetar o protocolo.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.