Strive compra 759 BTC e amplia tesouraria para 19.864 bitcoins

  • Strive adquire 759 BTC ao preço médio de US$ 65.850 por moeda
  • Estoque total sobe para 19.864 BTC, avaliados em US$ 1,25 bilhão
  • Compra ocorre no mesmo dia em que Strategy também anuncia novo aporte

A Strive, gestora ligada ao empresário e ex-candidato republicano Vivek Ramaswamy, comprou 759 bitcoins e elevou sua reserva corporativa para 19.864 BTC. A operação saiu por um preço de US$ 65.850 por moeda.

Na cotação informada, o aporte consumiu cerca de US$ 50 milhões. O estoque total agora vale aproximadamente US$ 1,25 bilhão, considerando o preço médio do bloco recém-comprado. A movimentação reforça o posicionamento da Strive como um dos nomes mais ativos entre empresas de capital aberto que escolheram bitcoin como ativo de tesouraria neste ciclo.

O detalhe que chama atenção é o timing. O Bitcoin negocia agora em torno de US$ 63.814, com variação de +0,7% nas últimas 24 horas abaixo do preço médio pago pela Strive na compra mais recente. Para o trader brasileiro, a referência em real ronda R$ 329 mil por moeda, segundo a cotação atual do dólar a R$ 5,1519.

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Strive segue rastro deixado por Saylor

A estratégia da empresa de Ramaswamy ecoa o modelo consolidado pela Strategy, de Michael Saylor, que acumula mais de 846 mil bitcoins em caixa. A diferença é a escala, a Strive ainda está em fase inicial de acumulação e usa emissão de ações e instrumentos de dívida para financiar as compras.

O movimento ganhou peso adicional porque ocorreu no mesmo dia em que a Strategy também anunciou nova aquisição. A coincidência alimenta a tese de que empresas listadas continuam absorvendo oferta mesmo com o BTC bem distante das máximas do ciclo passado. Esse comportamento é acompanhado de perto por mesas de derivativos, que tentam medir se a demanda corporativa basta para segurar a estrutura técnica do ativo.

Vale lembrar que o modelo enfrenta críticas. Bears apontam que o financiamento via emissão de ações só permanece atrativo enquanto o prêmio das ações sobre o valor das reservas em BTC se mantém. Em momentos de queda prolongada, o ciclo de captação pode travar risco que ficou evidente quando ações ligadas a tesourarias cripto recuaram com mais força que o próprio Bitcoin em janelas de estresse.

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Compra acontece em zona técnica disputada

O preço atual coloca o Bitcoin novamente em uma região crítica. A faixa entre US$ 63 mil e US$ 65 mil tem funcionado como teste de oferta, com analistas avaliando se o atual patamar configura suporte ou apenas reteste de resistência rompida. Esse debate ganhou força entre operadores de derivativos, conforme mostrou leitura recente dos mercados perpétuos.

Há ainda o componente macro. O Bank of America projeta novas altas de juros pelo Fed até novembro de 2026, o que historicamente pressiona ativos de risco. Caso o cenário se confirme, compras corporativas como a da Strive podem servir de amortecedor, mas dificilmente impedem correções caso a alavancagem volte a ser desmontada com violência.

Posição da Strive ainda fica longe da Strategy

Mesmo com o salto para 19.864 BTC, a Strive segue a uma distância enorme do líder. A Strategy controla mais de 40 vezes esse volume e supera a própria dívida em US$ 48 bilhões na conta de marcação a mercado. Outras companhias, como Metaplanet e Marathon, também figuram entre as grandes acumuladoras.

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Para o investidor brasileiro com exposição a BTC via exchanges locais ou ETFs como o HASH11, o recado é direto, a base de compradores corporativos continua se expandindo, mas o ritmo de alta do preço não acompanha mecanicamente esse fluxo. A demanda institucional ajuda a desenhar piso, sem garantir gatilho para rompimento. A próxima leitura concreta virá com os filings oficiais da Strive, que devem confirmar volume e preço médio reportados na divulgação preliminar.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.