- Tapiero vê crypto em US$ 50 trilhões e ETH com retorno de 5x a 10x
- Dunleavy estima ETH entre US$ 20 mil e US$ 50 mil com tokenização
- Tom Lee usa ratio histórico contra Bitcoin e projeta ETH a US$ 22 mil
O Ethereum segue lateralizado, mas três influentes investidores revelaram projeções ambiciosas para o ativo no longo prazo. As projeções variam de um múltiplo de 5x a 10x até alvos nominais entre US$ 20 mil e US$ 50 mil por moeda.
O pano de fundo das três teses é o mesmo, tokenização de ativos do mundo real, expansão das stablecoins e a captura, pelo Ethereum, do fluxo de capital institucional que Wall Street começa a direcionar para a blockchain.
Tapiero vê crypto em US$ 50 trilhões e ETH multiplicando até 10x
O macro investidor Dan Tapiero, fundador da 10T Holdings e da One Roundtable Partners, projeta um mercado cripto avaliado em cerca de US$ 50 trilhões ao longo do próximo ciclo. Nesse cenário, o Bitcoin alcançaria US$ 20 trilhões, enquanto outras redes disputariam os US$ 30 trilhões restantes.
“É razoável imaginar que o ETH possa entregar de 5x a 10x”, afirmou Tapiero.
Ele defende que a tokenização de ativos reais ainda engatinha e que o investidor que sair do gráfico de curto prazo tende a capturar o movimento maior. Como referência histórica, lembra que o ativo saiu de menos de US$ 100 em 2020.
Dunleavy projeta ETH entre US$ 20 mil e US$ 50 mil
Ex-analista da Messari e hoje investidor de venture em cripto, Tom Dunleavy trabalha com uma lógica mais matemática. Segundo Lee, a expansão dos ativos tokenizados exigiria valorização do ETH para sustentar o colateral da rede.
“Você chega a um alvo de US$ 20.000 a US$ 50.000 por ETH”, disse Dunleavy.
O argumento sustenta que a segurança da rede depende do ativo nativo, não de estruturas externas. Projeções da VanEck e do Standard Chartered, antes vistas como agressivas, ganham consistência sob essa ótica.
O ponto importa para o investidor brasileiro porque mira diretamente o setor de tokenização de ativos, onde Ethereum disputa com XRPL e Stellar a hegemonia em RWAs segmento que CVM e Banco Central já regulam via sandbox e ambiente regulatório de Drex.
Tom Lee aplica ratio histórico e mira US$ 22 mil
Tom Lee, cofundador da Fundstrat, sustenta a meta de US$ 22.000 para o ETH por fundamentos distintos. Ele parte de um valor justo estimado para o Bitcoin em US$ 250 mil e aplica a média histórica do ratio ETH/BTC.
Lee elenca catalisadores que considera convergentes: queda do petróleo, alívio inflacionário, postura cripto-friendly da Casa Branca, eventual aprovação do CLARITY Act e adoção institucional crescente. A discussão regulatória nos Estados Unidos, aliás, segue travada com bancos pressionando contra o rendimento de stablecoins no projeto, o que pode atrasar o gatilho previsto por Lee.
BitMine e baleias reforçam base institucional do ETH
As três teses ganham sustentação prática no fluxo institucional recente. A BitMine ampliou exposição e já controla 4,7% do supply de Ethereum, enquanto baleias on-chain acumularam ETH na faixa abaixo de US$ 2 mil, segundo dados de mesas como FalconX. O movimento contrasta com a sangria observada nos ETFs spot durante o segundo trimestre.
Para o investidor brasileiro, a leitura prática é cautelosa. Em reais, o ETH negocia a US$ 1,656.17 patamar que devolve ganhos acumulados desde 2024 e os cenários de Lee, Dunleavy e Tapiero pressupõem janelas de 24 a 60 meses, com volatilidade que os próprios analistas classificam como “dolorosa”. Nenhum deles trabalha com tese de alta linear.