Short de US$ 87 milhões em ETH testa suporte de US$ 1.580

  • Trader abre short de US$ 87 milhões em ETH com liquidação em US$ 2.172
  • Bitmine, ligada a Tom Lee, compra mais 40 mil ETH por US$ 71,6 milhões
  • Supply em staking atinge recorde de 40 milhões de ETH, cerca de 33% da oferta

O Ethereum entrou no terceiro trimestre no centro de uma disputa entre grandes apostas vendidas e acumulação institucional. Um trader monitorado pela Arkham Intelligence abriu uma posição short de US$ 86,99 milhões em ETH, com preço de liquidação fixado em US$ 2.172. A aposta surgiu logo após o colapso do cessar-fogo entre EUA e Irã e o rompimento de um acordo comercial de Washington com a Espanha.

Não foi um movimento aleatório. A abertura da posição coincidiu com o retorno do mercado ao modo risk-off, sugerindo cálculo direcional sobre uma queda adicional. Enquanto isso, o ETH negocia a US$ 1.749 (R$ 8.996), com leve alta de 0,6% em 24 horas, segundo cotações desta quinta-feira.

Gráfico Ethereum
Fonte: coinmarketcap

Vitalik movimenta carteira e reacende temor de venda

A Arkham também sinalizou um movimento vinculado a Vitalik Buterin, cofundador da rede. O endereço transferiu US$ 1,6 milhão em ETH para uma nova carteira. Transferências anteriores do criador da rede costumaram anteceder vendas o histórico basta para deixar o book nervoso.

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A combinação é incômoda para quem está comprado, pressão vendedora latente, short de oito dígitos posicionado e um pano de fundo macro hostil. Por outro lado, o comportamento gráfico do ETH resiste. O ativo retesta a zona de US$ 1.580, faixa que funcionou como demanda relevante nos últimos três anos.

Esse mesmo suporte disparou dois movimentos notáveis, rali de 149% em outubro de 2023 e outro de 203% em abril de 2025. Perder essa base agora significaria quebrar a estrutura técnica de médio prazo. Defendê-la mantém a tese comprada viva.

Bitmine compra 40 mil ETH e staking bate recorde

Do lado comprador, a Bitmine, empresa ligada ao estrategista Tom Lee, seguiu acumulando. Segundo dados da Lookonchain, a companhia adicionou mais 40.000 ETH ao balanço, algo próximo de US$ 71,6 milhões. O movimento reforça a leitura de que players com horizonte longo veem os níveis atuais como oportunidade.

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Outro dado chama atenção, a oferta em staking atingiu máxima histórica acima de 40 milhões de ETH, o equivalente a 33% do supply total. Isso reduz a quantidade de tokens disponíveis para venda em exchanges e cria um efeito de escassez estrutural variável ausente em ciclos anteriores.

Para o investidor brasileiro, o cenário desenha dois desdobramentos claros. Se o suporte de US$ 1.580 ceder, o short de US$ 87 milhões vira lucrativo e abre caminho para queda até faixas próximas de US$ 1.400, com impacto direto em ETFs de Ethereum e derivativos negociados na B3. Vale lembrar que a bolsa brasileira lançou opções sobre futuros de ETH recentemente, ampliando a exposição doméstica a esses movimentos.

Liquidação do short vira catalisador em US$ 2,7 mil

O caminho oposto também está mapeado. Se o ETH sustentar os US$ 1.580 e acelerar de volta acima de US$ 1.750, o short concentrado começa a sofrer. A zona de liquidação próxima a US$ 2.700 passaria a funcionar como ímã de preço mecanismo clássico de short squeeze.

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Traders locais devem observar ainda o comportamento do par ETH/BTC, que já mostra recuperação no trimestre. O tema foi detalhado na cobertura sobre a tese de Tom Lee ligada ao CLARITY Act, projeto regulatório nos EUA que pode redefinir o enquadramento do Ethereum como commodity.

Um alerta paralelo veio de indicadores on-chain. Reservas em exchanges e o SOPR entraram em zona de atenção, conforme já mapeado no movimento rumo a US$ 1.800. O saldo entre acumulação institucional e sinais de distribuição de curto prazo é o que define a próxima direção.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.