Bitcoin volta aos US$ 63 mil após tombo de 3% com choque EUA-Irã

  • Bitcoin retoma US$ 63 mil após queda de 3% em 24 horas
  • Coinglass registra US$ 52 milhões em liquidações contra US$ 65 milhões no dia anterior
  • Brent recua de US$ 80 para menos de US$ 76 o barril

O bitcoin reagiu ao susto geopolítico e voltou a operar acima de US$ 63.000 nesta quinta-feira, depois de despencar mais de 3% nas 24 horas anteriores em meio à segunda troca de tiros consecutiva entre forças dos Estados Unidos e do Irã. A recuperação devolveu fôlego ao maior ativo digital do mundo, que hoje é negociado a US$ 63.190 (cerca de R$ 325.311), com alta de 1,7% no período.

Gráfico Bitcoin
Fonte: coinmarketcap

O movimento consolidou uma virada iniciada de madrugada. Segundo dados de gráfico diário, a moeda tocou o piso pouco abaixo de US$ 61.500 na quarta à noite, oscilou próximo de US$ 62.000 até as 21h45 no horário de Nova York e, num intervalo de poucas horas, disparou até romper US$ 63.000 por volta das 3h50. Depois, ficou orbitando entre US$ 62.500 e US$ 63.000 durante a sessão europeia.

Liquidações caem pela metade no mercado de derivativos

A trégua se refletiu nos livros de derivativos. Dados da Coinglass mostram que o total de posições zeradas em bitcoin comprando e vendendo somou cerca de US$ 52 milhões nas últimas 24 horas. É metade do estrago do pregão anterior, quando apenas as posições compradas queimaram US$ 65 milhões.

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A capitalização de mercado do BTC voltou à casa de US$ 1,26 trilhão, preservando o saldo positivo do início de julho. O funding rate dos contratos perpétuos voltou a território neutro, sinal de que a alavancagem foi purgada durante o flash crash.

Vale lembrar que o tombo desta semana veio na esteira de uma sequência mais amarga, como o BitNoticias mostrou na cobertura da reação inicial ao pronunciamento de Trump sobre o Irã, o mercado cripto acumulou US$ 450 milhões em liquidações totais no auge do estresse geopolítico.

Petróleo recua e bolsas ignoram tensão no Golfo

Fora do universo cripto, o susto teve efeito curto. Índices asiáticos e europeus fecharam no positivo, e as bolsas americanas trabalhavam com ganhos modestos no momento desta publicação. O barril do Brent saiu do pico de US$ 80 registrado na quarta-feira e recuou para menos de US$ 76, aliviando a pressão inflacionária que havia contaminado ativos de risco.

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A calmaria, porém, pode ser frágil. Ainda que a Casa Branca tenha descartado um conflito em escala total, analistas apontam que a intensidade dos ataques americanos pode empurrar Teerã a retaliar mirando infraestrutura petrolífera no Golfo Pérsico cenário que reverteria rapidamente o quadro de humor global. A leitura casa com a análise da CryptoQuant sobre a correlação entre Brent e BTC durante a escalada.

Pragmáticos macro contra a tese do hedge soberano

Nas redes, a briga narrativa dividiu o mercado. De um lado, pragmáticos apontam que a queda de 3% do bitcoin não foi um evento isolado da cripto, o ouro também recuou no mesmo pregão. A lógica é que choques de preço em energia acionam medo de um Federal Reserve mais duro, o dólar absorve fluxo de refúgio e ativos de risco apanham no curto prazo.

Do outro lado, os chamados structural bulls tratam o mergulho como bear trap. Argumentam que conflito crescente, dívida soberana em expansão e liquidez pressionada reforçam escassez do BTC após choque cambial. A retomada rápida do patamar de US$ 63 mil na sessão europeia é usada como evidência.

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No Brasil, o episódio ganha camada adicional. Com a chegada das opções sobre futuros de Bitcoin na B3, gestores locais passaram a ter ferramenta doméstica para proteger carteiras contra saltos geopolíticos como este, sem depender exclusivamente de exchanges offshore. É um detalhe operacional que muda a rotina de quem gerencia risco em reais.

Institucional testa fundo com ETFs comprando

No fluxo institucional, a régua segue positiva. Os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA voltaram a captar, com o IBIT da BlackRock puxando entradas mesmo durante a semana de tensão militar. O comportamento sugere que o balcão institucional usa a volatilidade para acumular, enquanto o mercado liquida posições do varejo alavancado.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.