Uma recente pesquisa indicou que a maioria das transações de três grandes blockchain não tem valor. Em muitas delas, as transações são usadas para spam ou lançamento de tokens sem valor.
O resumo do estudo realizado por Daniel Perez, estudante de doutorado do Imperial College London, Jiahua Xu, pesquisador da University College London e cientista chefe da Brave Software, Benjamin Livshits, afirma que a “análise revela que apenas uma pequena fração das transações é usada para fins de transferência de valor”.
Alta capacidade, baixa demanda
Segundo os autores, embora as blockchains processem uma alta taxa de transferência, a maioria delas são sem valores. “Em particular, 95% das transações no EOS foram acionadas pelo lançamento de um token atualmente sem valor; na Tezos, 82% da taxa de transferência foi usada para manter o consenso; e apenas 2% das transações XRP levam a transferências de valor”, explica o estudo.
De fato, o estudo observou as três blockchains minuciosamente. Em relação a XRP, os pesquisadores detectaram um alto número de “transações de valores zerados”. Contudo os pesquisadores foram além, “aprendemos que tanto o volume de transações quanto o valor do token no registro XRP são altamente manipuláveis”, concluíram.
Entretanto, o estudo focou ainda mais nas transações de Tezos (XTZ). Segundo o artigo, “para a Tezos, como as transações por bloco são amplamente superadas em número por endossos obrigatórios, a maior parte do rendimento, 82%, é ocupada para manter o consenso”.
Contudo, vale ressaltar que a blockchain Tezos usa proof of stake para ajudar a manter a rede funcionando. Assim, os detentores do ativo votam como a rede deve ser alterada ao longo do tempo. Portanto, embora as transações não possuam valor, ela ainda tem possuem função prática para o ecossistema.
Concluindo, os autores da pesquisa afirmam que as três blockchain possuem capacidade para lidar com um grande número de transações. “No entanto, o enorme potencial dessas blockchain ainda não foi totalmente realizado para os propósitos pretendidos”, concluem os pesquisadores.

