O banco Itaú fez seu primeiro teste no segmento de tokenização de ativos e larga na frente dos concorrentes visando liderar o mercado.
Entrando com tudo
O banco Itaú anunciou nesta quinta-feira (14) o lançamento de sua plataforma de tokenização de ativos do mercado tradicional.
A nova unidade do banco se chamará Itaú Digital Assets, o que segundo a sua CEO, Vanessa Fernandes, fará do banco privado o primeiro do mundo a oferecer ativos tokenizados.
O Itaú Digital Assets realizou o primeiro teste de tokenização de debêntures, o qual pretende lançar no mercado ainda este ano.
Assim o banco será responsável pela emissão, distribuição e custódia dos ativos tokenizados.
“É possível mudar o sistema financeiro com plataformas mais simples e investimentos alternativos”, disse Fernandes.
A CEO acredita que muitos bancos pelo mundo vão sem inspirar no que o Itaú está desenvolvendo, pois muitos deles estão desenvolvendo produtos com criptoativos.
O Itaú inclusive pretende entrar para o segmento dos criptoativos em geral futuramente uma vez que há o interesse de seus clientes.
O banco vem se desenvolvendo dentro do ambiente criptográfico depois que parou de bloquear contas de clientes por causa dos criptoativos.
Inicialmente investiu em fundos de criptomoedas ligados à Hashdex, e com produtos cripto junto à empresa BLP.
Atualmente possui aporte em rodada de investimento na exchange Liqi, e parceria com a exchange Mercado Bitcoin.
Também lançou o Index Blockchain Ações FX IE, um produto de investimento para empresas de tecnologia em blockchain.
E em fevereiro deste ano o Itaú lançou um produto de investimento voltado ao metaverso, o “Autocall Metaverso”, com foco em empresas que oferecem soluções voltadas ao metaverso.
O superintendente de produtos do Itaú, Michel Cury, disse que o objetivo do banco é conquistar a parte da clientela de pessoas físicas que queiram alternativas de investimentos a aqueles oferecidos pelos bancos, tradicionalmente.
Curry disse que a subsidiária de tokenização vai oferecer tokens que farão com que diversos títulos de um mesmo segmento estejam reunidos em um único investimento.
O token gerado possui um roadmap de execução, onde no final do prazo os tokens serão recomprados pelo emissor.
E o banco espera abranger diversos níveis de clientes de acordo com a característica de cada ativo que servirá como lastro dos tokens.

