Adoção cripto avança fora dos EUA e testa uso real com bancos e moedas locais

Adoção cripto avança fora dos EUA e testa uso real com bancos e moedas locais
  • Israel aprovou a stablecoin BILS, atrelada ao shekel, após dois anos de testes.
  • Paquistão liberou bancos para atender empresas cripto reguladas, revertendo proibição de 2018.
  • Volume de stablecoins pode chegar a US$ 719 trilhões até 2035, segundo projeções.

O mercado acompanha os ETFs de Bitcoin nos EUA, mas a verdadeira transformação pode estar em países que conectam cripto ao sistema financeiro local.

Israel e Paquistão deram sinais claros disso em abril de 2026.

Integração com bancos e moedas locais ganha força

Israel avançou ao aprovar a BILS, stablecoin pareada ao shekel, o projeto envolve empresas como Fireblocks e EY, além disso, foi testado na rede Solana.

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A proposta vai além de investimento, ela busca levar a moeda nacional para o ambiente on-chain. Por isso, testa um ponto central: uso real no dia a dia.

Enquanto isso, o Paquistão abriu portas para empresas cripto operarem com bancos, o novo regulamento permite contas para VASPs licenciadas. Entretanto, exige controles rígidos de compliance.

Esse movimento muda o jogo, bancos são a base do sistema financeiro, sem eles, o setor permanece informal, com eles, ganha escala e supervisão.

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Além disso, Hong Kong também avançou, o regulador aprovou emissores de stablecoins. Porém, o uso ainda precisa ser testado no mercado.

Regulação vira peça-chave para adoção global

O foco global mudou, antes, a discussão era sobre preço e investimento, agora, gira em torno de uso, regras e integração.

Japão, Reino Unido e União Europeia estão criando estruturas regulatórias mais rígidas. Essas regras incluem transparência, supervisão e combate a abusos de mercado.

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Por outro lado, países como Emirados Árabes e Coreia do Sul testam pagamentos e integração com comércio, ainda assim, faltam dados concretos de uso.

Os números mostram o potencial, o mercado cripto soma cerca de US$ 2,59 trilhões, o Bitcoin representa US$ 1,56 trilhão.

Além disso, stablecoins dominam a liquidez, tether movimenta mais de US$ 111 bilhões por dia. USDC passa de US$ 47 bilhões.

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Entretanto, o dado mais relevante vem das projeções. O volume econômico de stablecoins pode atingir US$ 719 trilhões até 2035.

Por isso, o debate mudou, não é mais sobre especulação, é sobre infraestrutura financeira global.

O teste real é o uso, não a atenção

Apesar do protagonismo dos EUA, o uso prático ainda está em construção. ETFs facilitam acesso, mas não garantem adoção cotidiana.

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Em contrapartida, países emergentes lideram o uso. Índia, Paquistão e Brasil aparecem entre os mais ativos, segundo a Chainalysis.

Além disso, o FMI alerta para riscos, fluxos de stablecoins podem impactar moedas locais e estabilidade financeira.

Portanto, o desafio é duplo, expandir o uso e controlar riscos.

No fim, o futuro da cripto será decidido fora dos holofotes, se essas iniciativas ganharem tração, o mercado deixará de ser apenas investimento. Passará a ser parte do sistema financeiro global.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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