Bitcoin testa US$ 60 mil e gráficos apontam queda até US$ 33 mil

  • Bitcoin acumula queda de 15% na semana e testa US$ 61.897
  • Média de 200 semanas em US$ 61.800 segura o ciclo desde 2019
  • Padrão de cup-and-handle projeta cenário extremo perto de US$ 33 mil

O bitcoin caminha para fechar sua pior semana desde novembro de 2022, com queda acumulada próxima de 15% e o preço oscilando perto de US$ 61.897 (R$ 317.081) nesta sexta-feira. Durante a sessão, o ativo chegou a tocar a faixa de US$ 61 mil antes de uma reação técnica que tenta preservar o piso psicológico dos US$ 60 mil.

Gráfico Bitcoin
Fonte: coinmarketcap

O nível não é apenas redondo. Ele coincide com a média móvel simples de 200 semanas, hoje em torno de US$ 61.800, indicador historicamente associado aos fundos de ciclo do BTC. Cada vez que o preço encostou nessa linha em 2019, 2020, 2022 e 2023 seguiu-se uma fase prolongada de recuperação.

Radz aponta US$ 55 mil como piso do pior cenário

Em publicação na sexta-feira, o analista Radz afirmou que o BTC pode imprimir um pavio rápido abaixo de US$ 60 mil antes de encontrar demanda mais densa. Para ele, US$ 55.000 representa o limite inferior do pior cenário razoável, justamente porque a média de 200 semanas continua intacta como zona de defesa estrutural.

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Gráfico semanal BTC/USD. Fonte: BarChart/TradingView

O argumento se ancora em estatística, a última perda dessa média, em meados de 2022, produziu o fundo bear que antecedeu a alta de mais de 150% no ano seguinte. Este é o segundo teste do suporte no ano, condição que costuma enfraquecer a defesa compradora.

Bear flag projeta alvo entre US$ 50 mil e US$ 51 mil

O gráfico diário trouxe na sexta um sinal mais agressivo. O BTC rompeu para baixo a linha inferior de uma bear flag em formação, padrão de continuação de tendência de queda. O rompimento veio com aumento de volume leitura clássica de convicção vendedora.

A projeção técnica indica uma possível zona de demanda entre US$ 50 mil e US$ 51 mil. Esse intervalo coincide com suporte horizontal já marcado em fundos passados, o que reforça sua relevância caso a média de 200 semanas seja perdida.

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Dados on-chain reforçam o mesmo bairro de preço. As bandas MVRV da Glassnode mostram o realized price do BTC em US$ 53.740 média de compra do supply em circulação e um nível secundário próximo de US$ 50.560, faixa considerada barata por métricas de valuation. A convergência entre análise gráfica e fluxo on-chain delimita uma zona robusta entre US$ 50 mil e US$ 54 mil.

Cup-and-handle abre cenário extremo de US$ 33 mil

O gráfico semanal carrega ainda um terceiro padrão, este mais destrutivo. Um possível cup-and-handle invertido mostra topo arredondado seguido de tentativa de recuperação no formato de cabo (handle). O preço se enfraquece justamente na ponta inferior desse cabo, encostado na média de 200 semanas.

Se perder esse suporte, o padrão técnico projeta queda até US$ 33 mil, níveis observados em 2024. O mercado considera esse cenário um risco extremo, mas monitora atentamente a região dos US$ 60 mil.

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Para o investidor brasileiro, o quadro tem implicações práticas. Com o dólar a R$ 5,1037, cada perda de US$ 5 mil no BTC equivale a aproximadamente R$ 25,6 mil por moeda magnitude que pressiona estratégias alavancadas em exchanges locais e amplia o risco de chamadas de margem em produtos atrelados ao preço à vista.

O cenário também coincide com saída líquida nos ETFs spot listados nos EUA, ampliando a sensibilidade do mercado a qualquer ruptura técnica. Vale lembrar que, na queda recente, a média de 200 semanas liquidou US$ 623 milhões em longs, e analistas do Schwab já sustentam que o custo de mineração funciona como piso fundamental por volta dos US$ 60 mil. Quem opera localmente deve calibrar exposição para suportar drawdown adicional sem ser forçado a vender no pior preço.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.