Bitcoin repete padrão de queda e analista mira US$ 55 mil

  • Bitcoin repete estrutura semanal que precedeu correção de 25% anterior
  • Perda de US$ 72 mil abre caminho para US$ 55 mil, dizem analistas
  • Resistência forte fica entre US$ 90 mil e US$ 92 mil no curto prazo

O bitcoin volta a desenhar no gráfico semanal uma figura que tem deixado traders defensivos. A leitura técnica em circulação aponta uma bandeira de baixa em desenvolvimento, com rejeição na zona de US$ 90 mil e perda do suporte intermediário em US$ 76 mil. O padrão guarda semelhança direta com o que antecedeu a correção de 25% registrada anteriormente neste ciclo.

Assim, a pressão vendedora ganhou força após uma tentativa frustrada de recuperação. O preço chegou a esboçar reação a partir das mínimas recentes, mas não conseguiu reconquistar a linha de tendência superior da bandeira. Resultado: o ativo voltou a operar abaixo do meio da estrutura, com viés técnico inclinado para baixo.

Bandeira de baixa e suportes críticos

Bitcoin queda livre

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O suporte imediato está em US$ 72 mil, nível que coincide com a borda inferior da bandeira de baixa. Esse ponto é tratado como a última linha de defesa dos compradores. Uma reação forte a partir dali invalidaria o cenário pessimista. Já a perda dessa região abriria espaço para uma queda acelerada rumo a US$ 55 mil, próximo objetivo técnico mapeado pela projeção do padrão gráfico.

Assim, do lado da resistência, o primeiro obstáculo aparece em US$ 86 mil. A zona mais densa de oferta fica entre US$ 90 mil e US$ 92 mil, onde o último repique encontrou vendedores agressivos. Sem fechamentos semanais acima desse bloco, o cenário de continuidade da correção segue dominante.

O RSI semanal reforça o desconforto. O indicador mantém tendência de baixa e imprime divergência bearish de longo prazo, sinalizando perda de força do movimento comprador ao longo do ciclo. O Chaikin Money Flow, usado para medir entrada de liquidez, oscila em território neutro a negativo. Em outras palavras: dinheiro novo não está sustentando os repiques.

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Armadilha do realized price de curto prazo

Outro sinal vem da métrica on-chain conhecida como Short-Term Holder Realized Price — o preço médio pago pelos detentores de curto prazo. Em ciclos baixistas anteriores, o BTC superou essa linha, gerou otimismo temporário e em seguida desabou, transformando o movimento em armadilha para os comprados.

Além disso, a configuração atual repete esse roteiro. O bitcoin voltou a operar acima do realized price dos holders recentes após o tombo vindo das máximas do ciclo. A leitura dos analistas que acompanham a métrica é direta: o repique tem mais cara de alívio especulativo do que de acumulação estrutural. Se o padrão histórico se confirmar, novas rejeições nas resistências antecederiam outra perna de queda.

O que isso significa para o investidor brasileiro

Para quem opera a partir do Brasil, o cenário técnico precisa ser lido junto ao pano de fundo macro. A semana passada já mostrou como o BTC reage a tensões no mercado de juros americano: a venda de Treasuries pelo Japão pressionou o preço e forçou o ativo a testar pisos importantes. Com o cenário de liquidez ainda fragilizado, a margem para repiques sustentados encolhe.

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Os fluxos institucionais reforçam o quadro. ETFs spot americanos perderam US$ 1,54 bilhão em uma única semana, na pior leitura desde fevereiro. Em paralelo, depósitos de varejo na Binance recuaram para 314 BTC ao mês, mínima histórica. Sem demanda institucional firme e com o investidor pessoa física retraído, a sustentação do preço fica nas mãos de poucos compradores táticos.

Assim, a leitura on-chain reforçada por dados públicos da Glassnode sobre o realized price segue como termômetro central nas próximas semanas.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.