- Bitcoin pode testar US$ 45 mil em 2026
- Mercado dividido aumenta risco de nova correção
- Baleias vendem enquanto Fed reduz estímulos
O Bitcoin voltou ao centro das atenções após sinais de que pode enfrentar nova pressão vendedora. O mercado mostra divisão clara entre otimistas e pessimistas.
Na plataforma Polymarket, traders apontam 51% de probabilidade de o ativo terminar 2026 abaixo de US$ 45 mil. O número revela incerteza real.
O equilíbrio impressiona. As posições “YES” negociam a 51 centavos, enquanto as “NO” valem 49 centavos. Nos últimos dias, o sentimento mudou levemente. Antes, as apostas pessimistas variavam entre 44% e 49%, mostrando oscilação constante.
A recente correção reforçou o clima de cautela. O preço do Bitcoin caiu 4% e recuou para US$ 69.670. Na sessão anterior, o preço superava US$ 74 mil. A capitalização encolheu 4,51%, para cerca de US$ 1,41 trilhão.

Ao mesmo tempo, o volume de negociações subiu 18,8%, alcançando US$ 46,77 bilhões. O aumento indica reação ativa dos investidores.
Ciclo histórico aponta possível mínima em 2026
Além das apostas de mercado, análises independentes ampliam o alerta. A empresa NoLimit revisou padrões históricos dos ciclos do Bitcoin. O estudo considera o intervalo entre picos e fundos anteriores. Em 2012, a mínima surgiu 406 dias após o topo.
Em 2016, o fundo apareceu 363 dias depois. Já no ciclo de 2020, o mercado encontrou o piso 376 dias após o pico. Com base nessa lógica, o ciclo iniciado após o halving de 2024 ainda não atingiu seu ponto mais baixo projetado.
A análise indica uma possível mínima relevante entre outubro e novembro de 2026. A faixa estimada varia entre US$ 45 mil e US$ 50 mil.
Essa projeção converge com o cenário mais pessimista precificado na Polymarket. O mercado, portanto, não descarta nova correção profunda.
Outro indicador reforça o argumento. O lucro e perda líquidos não realizados (NUPL) ainda não entrou na chamada “zona azul”.
Historicamente, esse nível marcou fundos importantes, como em 2018, 2020 e 2022. Até agora, o ciclo atual não reproduziu esse padrão.
Baleias vendem e Fed pressiona ativos de risco
Enquanto os indicadores técnicos ganham força, a atividade on-chain aumenta a tensão. A plataforma Lookonchain identificou movimentações relevantes.
Uma carteira inativa vendeu 1.000 BTC, avaliados em cerca de US$ 71 milhões. O mesmo investidor liquidou 3.500 BTC desde novembro de 2024.
As vendas anteriores ocorreram acima de US$ 96 mil. O lucro estimado supera US$ 442 milhões, com retorno de 266 vezes. Outro investidor antigo, ligado a Owen Gunden, vendeu 650 BTC. Ele já havia se desfeito de 11.000 BTC anteriormente.
Movimentos dessa magnitude aumentam a oferta no mercado. Além disso, eles impactam o psicológico dos participantes menores. No cenário macroeconômico, o Federal Reserve também influencia o humor global.
O banco central manteve os juros inalterados, mas indicou ritmo mais lento de cortes. O comunicado frustrou parte dos investidores. O chamado “gráfico de pontos” mostrou expectativa de apenas um corte neste ano. Além disso, o dado esfriou o apetite por ativos de risco.
Ainda mais, Diante desse conjunto de fatores, o mercado mantém equilíbrio delicado. O Bitcoin corre risco real de cair para US$ 45 mil. Além disso, a direção final dependerá da liquidez global, do comportamento das baleias e da confiança dos investidores nos próximos meses.



